sexta-feira, 22 de março de 2013

CAMBO 2013-Primeira Etapa da Orientação


    Primeiro quero agradecer ao Clube de Orientação Carcará pelo acolhimento durante o ano passado! Deja, Agnaldo, Aldair e toda a turma é formada de pessoas bacanésimas, que vou querer bem pelo resto da vida! OBRIGADA! Agora tenho que procurar a minha turma: A Aventureiros do Agreste.
    Minuto trinta e seis e lá vou eu, correndo pelos matos afora, num domingo de tempo ameno, ótimo pra uma corridinha! Para começar, bem na entrada da pista de orientação, dando boas vindas aos atletas, estava o primeiro prisma naquela árvore frondosa. Bingo!
    A Base Aérea de Salvador é super bacana para praticar Orientação! Tem vegetação densa, área construída, ruínas, cercas, árvores frondosas, muros... Um mundo de referências para um mapa recheado de prismas escondidinhos no mato. Gosto de mapas assim! Carece ficar atento, aproveitar o condicionamento no momento certo, fazer a melhor estratégia... Um verdadeiro parque de diversões para um orientista.
    O prisma 2 apareceu em minha frente, bem depois daquela vegetação. Estava num bom dia! Dei uma voltinha pra pegar o 3, evitando me embrenhar pelos matos.
    Por uma referência errada, a jegulina aqui foi pegar o prisma 4 em outra freguesia. Seguindo por outra trilha, por pura falta de atenção, encontrei outro prisma em outra árvore com outro número. Rs!! Pensar que o Organizador poderia ter errado fez com que perdesse um bom tempo. Insisti em vasculhar a área, mas, o bom foi que a teimosia não durou muito. Pensei, ali com meus botões, que poderia voltar para a última referência e tentar entender o problema... Problema que era a cerca mais adiante. E uns 10 minutos se foram nessa bobagem... Pior foi cogitar marcar o prisma errado por imaginar ser equivoco da organização... Ainda bem que resta um pouco de juízo nessa cabeça oca.
    Num corpo a corpo com o matagal fui caçar o prisma 5. Como sua localização era numa árvore bem na dobra do muro, achei melhor rasgar mato "nos peitos" e ir direto ao assunto: O muro! Uma tarefa árdua, sem saber onde pisava naquele capim muito alto, que mais parecia um canavial denso. (Umas vinte vaquinhas fariam uma festa por ali... Rs!) Eis o muro!  Com um pouco de dificuldade, ali estava ele! Ali não, lá! Rs!! Parecia uma miragem, rs!
    Dali encontrei meu amigo André, andando na trilha. Trocamos algumas palavras e ele passou a andar em minha frente. Abriu caminho segurando um galho grosso, passou e soltou tal galho bem direto no meu rosto. A porrada veio com tanta força que deslocou meus óculos e boné. O suor escorreu em meus olhos! Parecia suor... Então pedi pro meu amigo olhar pra trás e dizer se estava machucada.
    Ele respondeu:
    - Pô Lu, tá sangrando, foi mal aê!
    E foi embora, o miserável!
    Limpei os olhos, a testa e o queixo com a manga da camisa. Como não sentia dor, pensei que não fosse coisa grande... Geralmente, a testa sangra muito mesmo! Sorte que estava de boné e óculos! E vai a dica pra galera do mato: Protejam-se! Os galhos podem machucar muito!
    Todo mundo que passava por mim tomava um susto com a minha cara suja de sangue.
    Depois do matagal apareceu uma pequena floresta com árvores enormes, com uma brisa gostosa e sombra pra todos os lados. A vegetação mudou completamente, como num passe de mágica... Marquei o prisma 7 e fui lavar o rosto no ponto de água, lá no prisma 8. Só faltavam 14. Putz! Quantos prismas! E eu estava machucada! Bom, se não desmaiei, não era tão grave assim!
    Atravessando a trilha de barro e mais mato, árvore, teia de aranha, etc, prisma 9 apareceu bem no cantinho de um buraco. (Lugarzinho meio sinistro! Faz tempo que alguém passou por ali, rs!!) Depois do 9, tive que correr um pouco para atravessar pro outro lado de uma pista de barro. E lá estava o prisma 10. E, logo depois, atrás de uma área proibida, estavam o 11 e o 12. E por aí, fui pegando os prismas bem certinho, com todas as referências que um corredor de orientação precisa ter.
    Que pista de orientação divertida, movimentada! Que corrida boa!! Aquelas em que os prismas estão escondidos demais são meio chatas! Parece que trava o percurso e a gente perde muito tempo. Aliás, eu perco muito tempo! Na Aventura, o prisma não fica escondido, ele fica só longe... Bem longe!
    Dei uma voltinha pra pegar o 15, achei melhor não cortar muito caminho pra não confundir as referências. Ah! O 16 estava bem ali, depois daquela coisa que parecia um disco voador, num buracão lá embaixo, na moita. Esse pessoal adora fazer a gente se desgastar, rs! Uma ribanceira retada!
    Achei o 17 num canto de vegetação e o 18 numa ruína, bem na parte de trás, no cantinho também. Mais uma corridinha, dando a volta por uma área cercada, atravessando duas pistas de barro e ali estava o 19. Correndo mais um pouquinho por uma área mais aberta, o 20 quase pulou em cima de mim, numa árvore ao lado de um quiosque.
    Pronto! De volta à área construída, correndo, correndo, tinha até um avião bem bonitinho parado, como se estivesse enfeitando um campo de futebol. Depois de umas duas entradas, lá estava o prisma 21... E, dali em diante, foi só correr para onde estava o 22 e a chegada. Uhuu!
    Ave Maria! Uma sede retada! Não sei como consegui chupar tanta melancia sem a moça brigar comigo, rs! Meu rosto só ficou muito sujo de sangue mas, o machucado foi bem pequeno. Assustei meus amigos quando cheguei porque tava toda ensanguentada. Mas, o machucado foi pequeno! Sério!
    Valeu turma, pela prova! Valeu encontrar os amigos, valeu pela natureza abençoada, valeu pela terapia! De quebra, para aumentar a felicidade, meu amigo Mauroba ganhou a sua categoria e Vitor e Claudio se divertiram bastante também, rs! E voltamos cheios de estória pra contar!
    Até bem breve, pessoal! Tô treinando viu!? Quem sabe não melhoro um pouquinho mais...
    Luciana do Agreste