domingo, 25 de maio de 2014

Resenha do Running 2014- 42 km


   Como sempre tive vontade de fazer ultramaratonas e corridas de montanha, nada mais justo do que fazer a inscrição nos 42 km. Minha primeira maratona, só que no mato, sem montanha.
   Já nos treinos, percebi que o buraco era mais embaixo. Comecei a sentir bastante desconforto nos treinos longos. As dores apareciam sempre depois dos treinos, mais precisamente, quando pisava os pés na varanda de casa. Senti um medo danado de lesionar antes da prova. E durante também. Até fiz uma resenha de treino aqui no blog... Tá aí o link: Resenha de treino 
   Chegou o grande dia! 
   A largada atrasou porque um poste caiu na vila da Praia do Forte, que impediria a passagem dos atletas nos percursos de 21 e 42 km. A organização publicou uma nota oficial sobre o acontecido.
   Com o atraso, meu corpo já tinha usado meu rico café da manhã, feito com todo carinho pelo meu maridinho. Mas, aventureiro que se preza sempre leva uma comidinha reserva.
   Largamos! Só que, na saída do Castelo Garcia D’Ávila, quase todo mundo virou à direita. Só entendi o que aconteceu depois da explicação da organização. E até conseguir resgatar todos que já estavam correndo loucamente, demorou um pouquinho. Paciência... Melhor no começo da prova do que no meio.
   Antes de continuar a resenha, quero dizer que acho vaia uma coisa tão deselegante e sem educação que tenho vergonha alheia. Morro de vergonha! Problemas acontecem e quem fica insatisfeito com a situação deve ir direto à organização pra reclamar e até pedir seu dinheiro de volta. Gente, deu o maior trabalho pra tirar alguns “?*&#@%” da frente do pórtico pra recomeçar a prova.
   Continuando...
   Larguei junto com meu amigo Scavuzzi, nos 42 km, e meu treinador Tadeu, nos 21 km. Pensei em fazer o percurso todo num ritmo confortável, dentro do possível.
   Começamos com uma descida por trilha aberta, pegamos um singletrack à esquerda, seguindo em direção à praia nos primeiros 3 km. Depois de poucos metros à beira mar, voltamos por um trecho de areia fofa para passar por dentro da vila da Praia do Forte. Aquele pedacinho ali estava bem gostoso! Um pouco de sombra, um pouco de sol, trote leve pra não cansar, 21 e 42 km só na maciota.
   Passamos na igrejinha da Praia do Forte, pegamos a praia em direção à papa-gente, à esquerda. Destaque para a maré cheia! A água batia naquela parede do Projeto Tamar, deixando o percurso um tanto quanto emocionante. Eu, magricela, pequena e leve, comecei a desequilibrar nas pedras. Tinha gente nadando, mergulhando, fazendo miséria pra andar rápido. Magricela, pequena e leve, preferi me apoiar na parede pra não ser derrubada pela onda, que chegava à minha cintura em seus momentos mais agressivos. Meu celular àquela altura, poderia ter se afogado. Levei pra usar o aplicativo Endomondo. Aquele que a mulher fica falando os quilômetros durante o percurso. Pois é! Estávamos quase no km 7. Scavuzzi estava bem adiantado e Tadeu, não via mais... Quando vi que a porra tava pegando mesmo, arrumei um amigo pra segurar na mão. Toda falante, disse ao rapaz ao lado que era bem melhor passar por aquele trecho quando um se apoiava no outro. Foi o que me ajudou a sair mais rápido de lá. Isso é bom pra gente ver que, acima da competitividade, tem solidariedade entre os atletas.
Foto: Hugo Coelho
   Saindo das águas salgadas do mar da Praia do Forte, meus pés estavam ensopados. Diria até temperados. Vi gente tirando tênis mas, não sei parar pra fazer essas coisas, não. Dez pontos para os corredores de aventura! A gente corre com os pés ensopados de lama, de areia, de cocô de boi, de qualquer coisa. Tirar tênis só na transição, rs! Como maratona não tem transição, esquece essas coisas. Quem não gostou muito dessa história de correr na areia inclinada da praia foi o meu tornozelo esquerdo. Doeu um pouquinho.

   Durante esse trecho, conheci um conterrâneo de Catu, Rodrigo. Conversamos sobre quase todas as pessoas e parentes em comum. Bem que meus amigos disseram que a minha dificuldade seria não ter alguém pra conversar durante a corrida. Puxei papo com todo mundo que encontrava, rs!
   Foram 2 km de areia, até adentrar o continente para mais 1 km de areia fofa. Tinha até gente falando  que o diretor técnico da prova tinha feito aquele percurso porque fazia Corrida de Aventura, blá, blá, blá. Putz! Quanta areia! Ainda bem que acabou! Entramos, para felicidade de todos e o bem geral da nação, num parque ecológico com um calçamentozinho pra dar uma refrescada. Foi ali que encontrei alguns aventureiros, como Taty Pinheiro e Fábio, e reencontrei Scavuzzi. Até emprestei um elástico pra Taty prender aquelas madeixas enormes. Tava parecendo uma doida, correndo de cabelos ao vento, toda suada, rs!
   Tinha muitas garotas por ali. Como não gosto de ficar olhando pra saber quem é de 21 ou 42 km, não imaginava como estava minha situação. Quando terminou o parque estávamos no km 14. Deixei todos os amigos queridos pra trás para manter o ritmo  constante. E fui fazendo outros amigos pelo caminho. Os que estavam num ritmo parecido com o meu iam me fazendo companhia. Subimos, eu e meu outro novo amigo, conversando até o aeroclube de Praia do Forte. Logo em seguida me desgarrei de novo pra correr pra Sapiranga.
   Sentia uma alegria deliciosa, um frescor no peito ao pensar que começaria a melhor parte do percurso. Pelo cruzamento do Castelo, segui (sem amigo) em direção à estrada, passei por debaixo da ponte e entrei na Sapiranga. Ali, ficava a bifurcação que separava o povo de 21 do povo de 42 km. Arnaldinho estava lá, e Paulinho também... Uma menina passou por mim voando! Sem sacanagem, pensei que ela estava pegando o caminho errado. Primeiro pela velocidade, depois pelo tamanho do short. Juro! Fiquei preocupada. Se eu fizesse 42 km com aquele shortículo chegaria completamente assada ao final da prova. Faltava chão pra caramba!
   Raiai, rsrsrs!...
   Aquela subida da Sapiranga é de lascar o cano! Correndo então, nem se fala. A menina sumiu. Lá em cima, entrei numa trilha para chegar até o asfalto que vai pra Lagoa Aruá. Mais ou menos aos 19 km, Claudia e Hugo, que estavam fotografando a prova, avisaram que eu era a terceira mulher da prova. Hum!! Que legal! E meu objetivo era só terminar. Entretanto, não era hora de comemorar. Não estava nem na metade do caminho. Tinha gente atrás de mim. Na frente também. Quem sabe eu não achava alguém na frente? A coisa estava fluindo tão bem...
Foto: Sandrinha Midlej Fotógrafa

  Depois do km 20, avistei uma saia preta, numa subida de singletrack. Aquele foi o primeiro momento da prova em que deixei de correr para fazer um trekking forte. O trekking digno que uma Aventureira do Agreste. Com detalhe para as pernas, que doem mais no trekking do que correndo. Na verdade, nem estava sentindo dor ao correr. O problema era que precisava harmonizar fôlego e força. Ainda assim, ultrapassei a segunda colocada na ladeira mesmo. E voltei a correr assim que acabou a subida.
   E nunca mais olhei pra trás. Não olho mesmo! Se já estou fazendo tudo o que posso, não preciso olhar pra trás. Fico afobada e não ajuda em nada. Não faria melhor do que aquilo.
   Até pouco mais de 25 km era verde, verde e verde. Uma trilha linda e refrescante. Estava me sentindo ótima! Em Malhadas, peguei poucos metros de asfalto e voltei pra trilha. Paulinho estava lá de novo, anunciando que dali era só volta. Rsrsrs! Como assim, só volta?! Faltava chão como a zorra! Faz a conta aí! Quarenta e dois menos vinte e cinco?
   Vinte e seis quilômetros e eu estava numa estrada em direção à porteira de uma fazenda, procurando uma sombra pra correr. O dia estava lindo para pegar uma praia. Meus treinos foram todos à noite, por pura falta de tempo. Mas, sem querer me gabar, nisso eu também sou boa. Mais dez pontos para os corredores de aventura. A gente corre de dia ou de noite. Sabe se lenhar! Por isso, não perdia nenhuma oportunidade de me hidratar e jogar água na cabeça, pra não botar tudo a perder. Levei dois litros de água de côco na mochila, que saiu de casa congelada. Corri na base da água de côco, rs!
   Que fazenda linda! Tinha um lago maravilhoso, vegetação peculiar! Só não tinha sombra, rs! Passei por Felipe caminhando para aliviar as câimbras, quando descia em direção ao lago, lá pelos 30 km, perto de terminar o trecho de estradão da fazenda. Ele parecia bem! Só tentava administrar a câimbra. 
   As pessoas do staff sempre me animavam durante o percurso. Entrei em outra mata fechada, deixando uma torcida pra trás, junto com outro novo amigo. Este parecia cansado, alternando caminhadas com corrida. Acabei fazendo um trekking básico naquela subida longa que, embora tivesse leve inclinação, tentava acabar comigo. Na boa, tive a sensação que não conseguiria voltar a correr. Caminhar é mais difícil pra mim. Sério! Comecei a sentir um baixo astral esquisito, tomando conta dos meus pensamentos. Se não tivesse “sanguenozóio”, terminaria a prova caminhando dali em diante. Os pensamentos negativos foram completamente espantados por uma guerreira que tenho aqui dentro. Lembrava do meu amigo Josemar, que sempre me chamou de guerreira. Cheia de coragem e com o peito estufado, voltei a correr e deixei o meu mais recente amigo pra trás, que me animou, dizendo que quando eu chegasse no asfalto ia voar. Não sabendo ele que não tinha nenhum asfalto dali em diante, rs! Lá da frente, falei alto, que eu gostava mais de mato e saí correndo pelos matos afora.
   Então, passei por Cleverson, que também precisou dar umas caminhadas para aliviar as pernas. Percebi, então que todas as pessoas que tiveram câimbra na prova, estavam usando meias de compressão. Fiquei até feliz por deixar as minhas em casa. Ainda bem que os meninos conseguiram terminar a prova com sucesso! A galera da corrida de aventura mandou muito bem na Running!

   Pena que a moça do Endomondo parou de falar no km 32! Tive que continuar a prova mais sozinha do que sozinha. Aliás, corri sozinha por, pelo menos uns 15 km, conversando comigo mesma.
   Finalmente, chegou o trecho da Sapiranga outra vez. Minhas pernocas estavam bem cansadas. As crianças dali fizeram um alvoroço com minha passagem. Fiz a festa! Naquele momento, pensei nos meus filhos queridos. Pensei em Vitor, que me esperava na chegada. Será que ele sabia que eu estava em segundo? Será que eu conseguiria continuar em segundo? Veio um rampante de emoção que encheu meu coração de alegria ao imaginar o momento da chegada. Meu sorriso se abriu.
   Entrei na Reserva, minha amiga de longas datas, faltando pouco pra chegar (uns 7 km). Fico bem lá dentro. Com ajuda da energia da natureza, subi as poucas ladeiras fazendo trekking, buscando todas as forças do universo. Tudo que ouvia era o barulho do rio e dos bichos fugindo dos meus pés. Vi cobra, guaiamum, ouvi barulhos esquisitos. 
   Estava doida pra jogar meus óculos fora! Trambolho da zorra! Além desse incômodo, meus pés estavam reclamando dos bolos de areia do mar, minhas unhas queriam pular dos dedos e meus peitos estavam feridos pelo top assassino, que foi escolhido à dedo por não incomodar nos treinos. Foi quase uma eleição de equipamentos e roupas confortáveis antes da prova pra passar por aquilo, rs!
   Joguei meus óculos pra Arnaldo na saída da trilha. A respiração começara a descompassar. Os últimos 3 km foram sofridos. Não acabava nunca! O corpo não queria mais brincar daquilo. Mesmo assim, continuei correndo até chegar à última ladeira da prova. Depois da subida, o alívio... Quase não acreditei que saí na boca da chegada! Era só entrar no estacionamento do Castelo Garcia D’Ávila e seguir para o pórtico de chegada, que era outra subidinha leve. E foi ali, depois do pórtico, que desabei, numa mistura de emoção com falta de fôlego, não conseguia respirar. Respirava pela metade. Nem consegui abraçar Vitor direito. Ainda bem que essa sensação durou pouco. Deitei no chão e comecei a tagarelar  com os amigos, contando as histórias da prova.
   Agradeço de todo coração aos amigos queridos que me acolheram na chegada. Claudia, Bruno, Hugo, Lene, Plínio, Kassie, Sandra, incluindo meu marido lindo. Agradeço aos meus amigos Aventureiros do Agreste, que sempre dizem que sou muito melhor do que realmente sou, rs! Ao meu treinador, Tadeu da Rumos Treinamento, que acha a mesma coisa. Minha família, meus amigos de corrida de aventura, meus amigos de todos os tempos. Acreditem, lembrei de todo mundo na corrida. Até da minha professora de pilates, Marina Peixoto, que me mandava estufar o peito pra respirar melhor na hora de correr. Tive a sorte de encontrar ótimos profissionais, a começar pelo meu primeiro treinador, Navarro, que me ensinou a correr.

   No dia do Running Daventura, a Energia Divina conspirou em meu favor. Que bom que consegui! Consegui mais do que o proposto! Subi no pódio em segundo lugar com 5h11m de prova. O resultado oficial ainda não saiu mas, acho que fiquei em primeiro na categoria e sétimo no geral da maratona, de 80 inscritos. Depois eu confirmo.
    Ah! Quem ganhou foi a menina do shortinho. Jogou duro e não pareceu assada, rs! Chegou 14 minutos antes de mim. Arrasou!
   Parabéns à todos da organização do Running Daventura! Que prova!


quarta-feira, 14 de maio de 2014

TEM COURO DE BODE EM JUNHO

   O CICA, esse ano, vai ter quatro etapas. Já corremos a Peleja que, por acaso, foi mesmo uma peleja retada! E a segunda etapa é a Couro de Bode. Nós vamos! 
   Waltinho, organizador dessa prova e do Desafio dos Sertões, está fazendo um esquema bem bonitinho... Quem faz a inscrição tem um cartaz montado com a marca da prova, as fotos dos atletas e um pequeno texto de incentivo. Ficou muito bacana! Olha só o nosso!

   Achei o banner cheio de pressão, rs! Claro que torço por um troféu mas, não sei como será. Minha bicicleta está parada há duas semanas porque estou treinando corrida. Não consigo dar conta de tanta coisa. Tenho que viver um dia de cada vez pra não ter um piripaque. Concentrar na maratona do Running Daventura que vai ser no fim de maio. Com a agenda lotada de provas para três semanas seguidas: O Running, a Corrida de Orientação na semana seguinte e a Couro de Bode na outra.
   Então com licença que vou sair por aí, correndo... Mas, a Couro de Bode promete!!!

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Minha primeira maratona- Resenha de treino

   
   Estou numa animação tão grande que até postagem de 'treino do dia' no Facebook tá rolando. Rs! Acho uma viagem quem vive postando treino no Facebook, rs! O povo deve estar me achando um saco! 
   A planilha está mais volumosa a cada dia! Semana passada foram dois treinos de 16km e dois de 18km. É dificílimo cumprir o treino todo! Tenho um filho aqui, outro acolá, três enteados dois dias na semana, marido, casa, curso de especialização comendo no centro com TCC, Projeto Aplicativo, Portfólio... Só treinando pra relaxar. 
   Estou testando tudo o que vocês puderem imaginar para, quando chegar o dia da prova, usar os equipamentos certos. Sou caloura em maratonas... Isso me lembrou a primeira prova de mais de 500km que fiz. Foram meses de preparo. Mas, essas provas envolvem muitas modalidades. As dificuldades são  diferentes.
   Nos treinos longos dá pra fazer mil reflexões...
   Semana passada saí para fazer 16km. Ainda pouco pra quem vai correr 42km. Mas, eu estava tão dolorida que aqueles dezesseis seriam um desafio. Aliás, nem lembro de sentir tantas dores depois de treino. Tenho a leve sensação de que a idade está chegando, rs! 
   Mochila nas costas com um litro de água, meias de compressão nas canelas, roupa fresquinha para o sol do meio da manhã, protetor solar na cara descarada, uma bananinha e um celular com aquele tal de Endomondo ligado. Meu subconsciente sabia que estava indo fazer 16km, eu não tinha essa certeza. 
   Comecei com as pernas tão pesadas. Achei que eram as meias de compressão... Nunca gostei muito de usar meias de compressão, exceto para provas a partir de 100km. Mesmo nas mais longas, elas podem ser trambolho, caso você se rete no meio da prova e resolva tirá-las. Dá um trabalhão para sair. Ainda não sei se vão servir pra mim.
   Pelo peso das minhas pernas, cinco quilômetros estava bom demais. Sério! Comecei com uma volta que daria esse tanto de treino. Desci em direção à rua paralela praia, corri até o fim, uma voz feminina avisou que estava no km 3. Oxente! Esse Endomondo sabe falar! Que legal! Dali resolvi ir um pouco mais longe, apesar das pernas pesadas. Parecia que estava correndo com duas caneleiras de malhação. 
   Pensei: "Vou fazer 6km, então." 
   Acabo lembrando de muitos amigos no caminho. A primeira foi Linda, minha amiga de infância. Não tem como não lembrar de uma amiga que diz que você larga tudo e sai por aí, correndo e pedalando, rs! Pois é! Saí de casa dizendo que não sabia se voltava em uma ou duas horas e, caso demorasse, fossem me procurar.
   Subi a ladeira para segunda portaria de Vilas pensando em correr pra casa e fechar os seis. Só que passei por uma moça que me deu um bom dia tão legal que voltei quando a voz do meu celular avisou 5km. Comecei a curtir aquele negócio. Bom! Como já tinha feito 5km, se voltasse pra casa pelo mesmo caminho, fecharia 10km. Pra quem tá acabada, vai ser um treino legal. 
   Então, minha gente, fiz o retorno... Só que, quando cheguei ali na frente da entrada da Barraca Buraco da Velha, resolvi virar à direita, ir até o fim da rua, ir até a praia pelo calçadão de Vilas pra voltar pra casa. Além de aproveitar a vista pro mar, aumentaria meu treino. Coisa boa!
   Nessa hora, lembrei de todas as minhas amigas Andréas que acham que consigo fazer tudo nessa vida. Não sei quando minhas pernas pararam de doer. Aquele aplicativo estava me ajudando muito, porque não precisava fazer conta. Comecei a perceber que podia ir mais um pouco. Na verdade, sei que consigo mas, estava com receio de lesionar antes da prova. Nem quero pensar nisso!
   Segui até o fim do calçadão e fui pela rua de Buraquinho. Legal! Subi em direção à Estrada do Côco e entrei à esquerda lá em cima na rotatória. Tinha passado de 11km. Pensava que, caso fosse pra casa, o treino estaria quaaase fechado. Mas, tava tão divertido ouvir aquela mulher falar os quilômetros, que já tinha certeza de que terminaria o treino. Por isso, desci até a rua do meu cunhado, depois virei à esquerda para passar por dentro do Condomínio de Ytana, saí do outro lado, perto da praia de novo e subi pra casa. Rsrs!  Não me dando por satisfeita, percebi que, caso fosse pra casa, perderia 300metros. Por isso, corri mais um pouquinho pra não perder nada, rs! 
   Lavada de suor até a alma, cheguei em casa com um sentimento de vitória incrível! Meu tempo não foi dos melhores: 1h46m. Já aconteceram treinos até mais longos por esses dias, incluindo um de 20km, que não tiveram o mesmo significado. As pernas não doeram depois do treino. Que alívio! Além disso, treinar meu psicológico durante esse período pode ser tão importante quanto o físico. A certeza de prova concluída, só no dia 24 de maio, no RUNNING DAVENTURA, ao cruzar a linha de chegada.