Dessa vez, achei que tinha conquistado o direito de deixar tudo para organizar na manhã da prova. Afinal, depois de tantas corridas de aventura, imaginei que essa etapa da logística já estivesse dominada. E quem foi que disse que eu daria conta disso? Vamos começar do começo... O quarteto da vez: eu, Vitor, Scavuzzi e Maurício. Nós nos entendemos bem, nos alinhamos na maioria das decisões e quando nos reunimos é meio que pra confirmar tudo que já sabemos, como e o que fazer. Os sanduíches e o kit de primeiros socorros ficam sempre por minha conta. Foi horrível organizar as coisas na sexta de manhã! Acordei cedo, não sabia por onde começar, fiquei toda atrapalhada. Enquanto ainda organizava meus pensamentos, sem nem dar conta das ações, Vitor carregava tudo e colocava no carro. Comecei a ficar estressada, sem saber o que tinha ido e o que estava pra ir. Fui tomar um banho para esfriar a cabeça, como técnica de redução de danos. Vesti a minha melhor roupa e fui. Resulta...
Foto: Rafael Rio Branco Dessa vez não teve novela. Zero perrengue pré-prova — o que, convenhamos, já é um sinal estranho em corrida de aventura. 😅 A equipe se formou rápido, cada um resolveu suas coisas, e mesmo com a cabeça cheia de trabalho, tudo foi tão tranquilo que fiquei com a sensação clássica de que estava esquecendo alguma coisa. Mais uma vez, Vitor se envolveu na organização e seguiu antes. Na sexta, depois do almoço, parti com Lucas rumo a Baixio, uma vilazinha de praia no litoral norte da Bahia, pertencente ao município de Esplanada, que mistura simplicidade e beleza natural num cenário de maresia, com ruas tranquilas, coqueirais, dunas, restinga, lagoas e o encontro do rio com o mar. Um verdadeiro parque de diversões pra quem gosta de aventura. Ficamos na pousada Encantos, cuja dona foi minha professora em Catu. Dona Zezé era muito amiga da minha mãe, puxou assunto das antigas serenatas da roça — aquelas em que os adultos ficavam bêbados e as crianças e...