Vixe! Tanto tempo sem escrever! Também, sem resenha de corrida fica difícil. Na boa, as resenhas da vida não estão merecendo registro. Quem sabe um livro...
Formamos a duplinha e fomos pedalar no Marathon Bike Alagoinhas. Pena que o percurso é menor para duplas! Porém, não menos lindo! Até melhor pra essa dupla sem tanto treino e sem peso na consciência, porque a dedicação à família tem sido nossa prioridade. Como não dá pra ser super, e ainda bem que ninguém é, temos treinado menos, até que nossos pequenos problemas sejam ajustados e se possa caminhar com mais tranquilidade.
Adoro ir pra o Marathon Bike porque vejo uma parte muito querida da minha família. Vamos sempre um dia antes pra aproveitar a companhia dos nossos, que acabo só vendo de Marathon Bike em Marathon Bike. Taí um grande motivo pra eu não faltar. O detalhe é que a família sempre acha que somos mais do que somos como atletas, e pensam que somos super modestos. Rs!
A largada foi pertíssimo da casa da minha prima, Silvana, então acordamos, tomamos um café reforçado e fomos... O outro detalhe engraçado é o que o pessoal acha que a gente só come comida integral, barras de cereal, carnes grelhadas, energéticos e ovos. Minha tia fritou quatro ovos pra gente. Como eu comi um e caí fora, Vitor foi intimado a comer os três.. KKKK! Claro que ele não comeu mas achei uma graça danada nessa história.
A largada oficial, como sempre, foi do outro lado da cidade, depois de um pedal em comboio. Primeiro saiu a Elite, depois nós mortais, que fomos chamados de cicloturistas pelo presidente da Federação Baiana de Ciclismo. O que não acho nada demais, mas tinha um monte de gente com a faca entre os dentes ali, rs!
Na largada a gente já pega um estradão muito legal, só pra aquecer. Uns dois quilômetros depois aparece uma curva acentuada pra começar as trilhas dentro dos eucaliptos. Uma maravilha! Cada paisagem de tirar o fôlego, sem contar com o cheiro! Os singletracks nos eucaliptos eram até fáceis de percorrer, outros nem tanto. Dei caruara numas duas ribanceiras, dessas curtas. Como cagona que sou, parei e desci segurando a bicicleta, sem vergonha nenhuma nessa minha cara descarada. Rs!
Também tive meus momentos de glória... Sei que a gente estava na vibe de pedalar o que pudesse. Descemos os downhills a todo vapor, sem triscar nos freios, fizemos os estradões com velocidade. Encontramos uma dupla no caminho. Até tentamos ficar perto deles mas penso que ganhar de alguém é merecimento. Quem treina mais pedala mais, não há dúvida. Nesse momento, pedalamos o que pudemos, estávamos bem perto quando meu odômetro caiu. Bastou parar pra pegar pra dupla desaparecer. Talvez nem precisasse o odômetro cair. Até que apareceu novamente, mas foi por pouco tempo. Meu odômetro não caiu de novo. Rs!
Vitor nunca tinha corrido essa prova. Senti-me como uma anfitriã, mostrando aquela beleza toda. Ele parecia vibrar por estar ali, eu ainda mais. É um momento de conexão com Deus sem interferências externas.
Faltando uns quinze quilômetros pra chegada, apareceu um rio pra gente atravessar. Quando subi de volta na bicicleta, senti dor na lombar. Coisa rara na minha vida. A dor era forte, acabei reduzindo um pouco o ritmo. Escolhi não comentar e procurei me equilibrar pra dor passar. Passou quando entramos em Alagoinhas pedalando já num ritmo bacana. Subimos a ladeira até o Carneirão e comemoramos nossa chegada com minha prima linda, que nos esperava com ar de paparazzi, toda animada.
Foi massa!
Com nossa cara de pau, fomos comer um churrasquinho em casa e voltamos pra ver se tinha rolado um pódio. Não rolou, não. Ficamos em sétimo lugar. Do quarto pra baixo, a diferença de tempo foi bem pequena mas, quem treina pouco tem menos chances. É isso aí!
Terminamos essa prova super satisfeitos, animados, felizes e com a mente arejada. Esporte, amor e família dão uma combinação perfeita!
Beijo pra todo mundo e até a próxima resenha!
Beijo pra todo mundo e até a próxima resenha!
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