domingo, 19 de setembro de 2010

APOSENTADORIA DO TÊNIS


    Depois de três anos com o mesmo tênis de corrida, resolvi “tirar o escorpião do bolso” numa viagem para fora do Brasil e comprar outro. Outro bem parecido com o antigo, da mesma marca, com gel, bonito e preço bastante atrativo. Na verdade eu sempre achei que não precisava ter muitos tênis ao mesmo tempo, afinal não sou uma centopéia, e nem comprar dos mais caros. O primeiro citado custou R$160 e o segundo U$40. Ainda mais barato, mas de marca considerada confiável no mercado.
    Guardei o outro par para uma emergência que, diga-se de passagem, estavam com os solados bem conservados, e comecei a usar os pares novos. Senti uma leveza na corrida. O amortecimento melhorou, alguns pontos onde sentia umas dores nas pernas pararam de incomodar e fiquei toda feliz com a minha aquisição!
    Quatro meses depois, resolvi dar uma corridinha com o meu velho tênis, já que o outro estava molhado. Foram 6km de incômodos que vão encher essa página de lamentações. Foi então que percebi a troca foi justa e passava da hora.
    Considerando o impacto da corrida nos joelhos e na coluna, os tênis com bons amortecedores são bem vindos. A maioria dos tênis de corrida apresenta boa absorção de impacto, segundo algumas pesquisas. Ser caro não é uma condição. Porém, deve-se ter cuidado com a sua flexibilidade e resistência à abrasão.
Muitos corredores tem dois ou três pares de tênis, os quais usam alternadamente. Um dos pontos levantados é se ao "descansar" o tênis ele tem mais tempo de recuperar a capacidade de amortecimento. Alguns especialistas afirmam que é preciso apenas seis horas para o calçado recuperar seu amortecimento, já outros dizem 48 horas. Fora esta polêmica, há outras boas razões para revezar dois ou mais pares de tênis.
    Vivendo num clima tropical, nossos calçados tendem a ficar molhados depois de um treino em dia quente e úmido. Revezando os tênis, eles terão mais tempo para secar totalmente. Alternando tênis de características um pouco diferentes, você ainda alterna o estresse que seu corpo sofre em cada treino.
Não se pode esquecer que tênis para asfalto foram projetados para serem usados em asfalto, os de trilha para trilhas.
    Uma causa comum de lesões é correr com tênis gastos que já deveriam ter sido aposentados. Alguns sinais, como desgaste da sola, são bem claros. Entretanto, mesmo um tênis parecendo novo pode já ter perdido grande parte da capacidade de amortecimento.
   A durabilidade varia com a marca, mas em geral, recomenda-se trocar entre 560-880Km de uso. Corredores pesados e/ou com lesões podem ter que trocar o tênis mais cedo.
    Depois dessa, meu tênis antigo ganhou direito a aposentadoria compulsória!
    
    Dica de leitura: www.revistacontrarelogio.com.br

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

...e tem mais!


   Um dia, numa longa conversa com uma sábia e querida senhora. Daquelas com a cabeça aberta e experiência de vida pra dar e vender. Gente boa, de bem com a vida, pessoa que chamaria de “podes crer”. Perguntei, indiscretamente, quantas vezes ela havia se casado. E suavemente, tive a resposta: “Eu não casei! Vivi! A vida é uma caminhada! Quando começava a caminhar em passos diferentes do meu companheiro, dava adeus e partia.”
   Vindo daquele coração, a coisa parecia suave e simples. Não poderia ser assim!? Você começa a caminhar com seus pais, seus irmãos, com os amigos, o companheiro e por aí vai. No caminho, os interesses se divergem, os passos mudam, encontros e despedidas acontecem. 
   A caminhada dura a vida toda. E sempre chega a hora de seguir caminhos diferentes de quem está ao seu lado. A hora de seguir em frente. O irmão vai morar em outra cidade, a casa dos pais já fica pequena e as despedidas são muitas.
   Poderia ser assim em todos os tipos de relacionamento! Suavidade na despedida! Saber a hora, a forma de dizer adeus e seguir em frente. A felicidade depende de como você se despede de tudo e de todos durante a caminhada! De como você encara a despedida, os encontros, os desencontros e os reencontros.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

MANUAL BÁSICO PARA A CORRIDA DA VIDA

Este alerta foi colocado na porta de um espaço terapêutico. 
O resfriado escorre quando o corpo não chora.  
A dor de garganta entope quando não é possível comunicar as aflições.  
O estômago arde quando as raivas não conseguem sair.  
O diabetes invade quando a solidão dói. 
O corpo engorda quando a insatisfação aperta. 
A dor de cabeça deprime quando as duvidas aumentam. 
O coração desiste quando o sentido da vida parece terminar.  
A alergia aparece quando o perfeccionismo fica intolerável.  
As unhas quebram quando as defesas ficam ameaçadas. 
O peito aperta quando o orgulho escraviza. 
O coração enfarta quando chega a ingratidão.  
A pressão sobe quando o medo aprisiona.  
As neuroses paralisam quando a "criança interna" tiraniza. 
A febre esquenta quando as defesas detonam as fronteiras da imunidade. 
O plantio é livre, a colheita, obrigatória ...  
Preste atenção no que você está plantando,
pois será a mesma coisa que irá colher!!