segunda-feira, 25 de junho de 2012

Release Running Daventura 2012

   Castelo Garcia D’ávila, Praia do Forte, no maior clima de corrida, música estimulante, atletas aquecendo, gente dando entrevista, organizadores, clubes de corrida. E eu ali, outra vez, na linha de largada...
   Ôxente! Claro que abracei os meus amigos primeiro! Tinha uma galera de Corrida de Aventura lá e nossos encontros são sempre muito especiais. Além disso, encontrei vários amigos corredores de rua e outros que nem imaginava que estavam no esporte. Até a minha vizinha "cheinha" estava lá, correndo “cinquinho”, como ela mesma disse... Olha só que bacana! A Running Daventura está atraindo muita gente pro “outside”.
   De Penélope, só eu. Tinha um ponto rosa no meio das meninas. Umas fariam 5km, outras 8, outras 14km e nós, 21km. Claro que não ia me despencar pra Praia do Forte pra correr menos de 21km. Uma pessoa que faz Corrida de Aventura perde completamente os limites de distância. Às vezes, até fica sem noção, como é o meu caso, RS! Pessoa sem noção de distância! Depois que você passa dos 80km de trekking num só trecho de prova... Aaahhh... Vamos lá! Vamos fazer 21km!
   Fui perguntar a um amigo de Corrida de Aventura se ele ia fazer 21km e a resposta positiva foi dada da seguinte maneira:
“-Me respeeeeite!”
   Tá vendo que não sou eu só, a doida! Que figura!
   Corrida é a minha modalidade preferida! Se treinei?? Bom! Treinei distâncias menores no meio da semana e fiz treinos mais longos nos fins de semana. Cheguei aos 16km no maior longão. Os 5km que faltaram, faria lá mesmo, RS!
   Como a largada era descida, segui o conselho do meu treinador e fã número 1- Tadeu- e peguei logo o embalo...
   Ah! Se você quiser um bom treinador, posso indicá-lo. Ele vive dizendo que sou a melhor, que tenho uma capacidade de recuperação impressionante, que corro horrores, que navego muito bem e que preciso treinar sempre, RS! Tem treinador melhor? Acabo acreditando, mas, só ele vendo a minha situação quando estou com o mapa na mão nas orientações da vida, perdida no mato, falando sozinha, contando passos e rindo de mim mesma. Em Corrida de Aventura nem se fala... A verdade maior é que preciso treinar mais mesmo!
   Voltando ao assunto... Fui passando para frente do bolo de garotas pra correr mais livre no primeiro trecho de areia fofa em direção ao estradão de terra batida de acesso ao Castelo, no sentido de saída, é claro! Da estrada de terra, entramos à esquerda para Reserva da Sapiranga. Areia fofa pra que te quero?! Ó céus! Mas, ali era só o começo! Estava com fôlego e já sabia que, depois da ponte que passa embaixo da pista da Linha Verde, a estrada ficava batida outra vez... E depois areia fofa, depois batida... E assim sucessivamente. Ah! E também tinha subida, depois descida, depois subida... (É pra rir mesmo! Me lenhei!)
   A previsão de conclusão da prova, segundo alguns “infiltrados” da organização, era de 2:30h. As mulheres largaram 5 minutos antes dos homens e nesse trecho da prova eles começaram a passar aos montes. Não sabia quantas meninas correriam 21km mas, imaginava que não estava tão mal. Na verdade, fui para correr o máximo que pudesse! Meu batimento cardíaco que o diga! Sorte que o dia começou chuvoso e deixou a temperatura amena. As árvores da Reserva também ajudaram muito!
   Depois de muito subir, descer e subir, já lá em cima, voltamos, entrando na área mais fechada de mata que faz a costeira pelo rio. Esse trecho era um pouco mais perigoso para quem não tem hábito de correr pelo mato. Primeiro que o caminho só dá para uma pessoa, na maior parte do tempo, depois que tinha obstáculos de todo tipo como raiz de árvore, pedras molhadas altas e baixas, galhos baixos, riachos, lama pra escorregar. Mais do que nunca, me sentia em casa. A respiração deu um upgrade interessante, as pernas aumentaram o passo para aumentar a velocidade.
   Durante a corrida, tomei um gel e meio de carboidrato. Não sei onde caiu a outra metade mas, acho que foi na hora em que o bocó me empurrou. Também aproveitei bastante os pontos de água. Tanto para beber, quanto para refrescar o corpo. A organização distribuiu gatorade também. Uma chiquêza só! Usufrui toda regalia para manter o ritmo!
   Ah! Tenho uma queixa! Um bocó me empurrou na trilha. Isso não é certo! Não impedi ninguém, que estivesse mais rápido do que eu, de passar. E penso que numa prova dessas, se você tiver num ritmo constante e levar um empurrão, mesmo que leve, pode ser motivo de uma boa queda. Fiquei muito chateada e reclamei mesmo! Me retei!
   As vozes femininas me estimularam a continuar correndo forte. Quando percebi que duas garotas estavam por perto, tratei de manter o ritmo. Só que não podia exagerar se quisesse continuar perto delas. Fatalmente, não conseguiria dar um sprint no final. Acabamos nos conhecendo ali mesmo. Isso só acontece com as mulheres e acho muito legal! Quando saímos do singletrek, corremos lado a lado, nos apresentamos, trocamos amabilidades sinceras (sério!) e continuamos no nosso ritmo. Eram Fernanda Piedade e Patrícia. Muito simpáticas e correm muito bem!

   Areia fofa, areia fofa e areia fofa até que subimos na direção do Castelo outra vez, passamos ao lado dele e descemos em direção à praia. Ali já eram mais ou menos 15km, não lembro. Só sei que ia começar a correr os quilômetros que não treinei. As árvores desapareceram, o sol resolveu esquentar e a areia fofa já parecia areia movediça. “Deuzemais!” Eu sabia que isso aconteceria! O batimento tava na casa do chapéu e a foto acima flagrou o meu momento mais ofegante de prova!
   Saímos pelas dunas até a praia e voltamos para as dunas outra vez. Patrícia deu um sprint por aquelas bandas que não vi nem o rastro. A menina sumiu! Fernanda estava logo atrás de mim. Preferi não olhar para trás. Achei melhor ficar concentrada, dar o máximo de mim e esperar até o final para ver qual era a nossa.

   Até a chegada era só subida com muita areia e meus bofes estavam a pular pela boca. Ufa! O estradão até o Castelo chegou! Tinha uma menina correndo em minha frente... Mais um estímulo! Nem sabia a categoria dela, mas, acho que foi quem me salvou de ser ultrapassada por Fernanda. Aumentei o ritmo e ultrapassei a garota sem olhar pro lado, fui em direção a chegada, tinha mais areia fofa, mais subida, uma curva e, finalmente, o pórtico apareceu. Uhuuuuuu! Cheguei! E Fernanda deve ter cruzado a linha de chegada uns 15segundos depois de mim. Imaginem! Eu nem sabia onde ela estava. Precisamos conversar pra eu saber da sua impressão sobre a prova! Ela é forte pra caramba!
   Bom! Como já me conheço, para evitar dor de cabeça ou outra caruara semelhante, fui andando devagar, peguei o lanchinho, a medalha, mais água e fui relaxar com as pernas pra cima. Ali, os amigos foram chegando, ficamos resenhando um pouco, depois fomos pra casa.
   Tempo de prova de 2h10m e tantos segundos. Fiquei surpresa quando avistei o relógio e achei que a prova passou muito rápido! Foi uma corrida descontraída e bem dosada.
   Resultado: Primeiro lugar na categoria e sétimo no geral! Bom! Muito bom! Só preciso pegar meu troféu.
   Ano que vem tem mais Running Daventura! Excelente prova, estrutura impecável!

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Ação Social- Running Daventura 2012

A Ação Social na Running Daventura já faz parte da nossa agenda. Sempre acontece na semana que antecede a prova. Cada um faz uma coisa e tudo dá certo de uma forma linda! Tadeu levou as escovas, eu levei os cremes dentais, Sarinha (minha querida amiga e colega Dentista) mandou uns blocos com gravuras lindas com motivos de dentes para as crianças pintarem. O pessoal da ONG Floresta Sustentável leva o kit multimídia e a Daventura quem intermedia tudo o que vocês puderem imaginar. E, ops!, não posso esquecer a presença ilustre, dessa vez, da minha filhota Tila, que fez questão de nos acompanhar e colaborar com a entrega dos kits!

Neste ano, fomos conhecer os alunos da Escola Peter Klauss (acho que é esse o nome) em Açu da Torre, perto da Praia do Forte. De carro, junto com duas figuras maravilhosas da Equipe Daventura, Verônica Valois e André Chamusca, e encontramos com outras figuras lindas do Projeto Floresta Sustentável, Álvaro e Thais. Só de lembrar os momentos que passamos juntos naquela manhã nublada de sexta-feira, sinto uma energia tão boa que vale muito a pena compartilhar com os amigos.

Paramos o carro longe da escola e chegamos correndo (Eu e Tadeu) para dar um brilho especial à Ação e levar o exemplo da prática de esportes para a galerinha. Chegando lá, apresentamos nosso filminho de Saúde Bucal, conversamos sobre o assunto com a criançada, presenteamo-los com os bloquinhos de pintura, além das escovas e dos cremes dentais. O pessoal da ONG Floresta Sustentável também leva noções de Ecologia para a turminha e tudo se transforma numa grande festa! Foi uma manhã maravilhosa, gratificante, energizante... e tudo meis de bacana!

Olha gente! Já devo ter dito isso em alguma postagem... Começamos a fazer essa Ação Social nas Corridas de Aventura porque sempre achamos que aquelas pessoas dos vilarejos por onde passados não eram só parte da paisagem. Queríamos fazer diferença para elas e dizer: “Oi! Vocês são especiais para nós!”. Pra dizer a verdade, achei que Mauro (nosso Capitão e inventor de moda pra dar trabalho aos outros) queria arrumar mais trabalho pra mim, quando sugeriu isso. Só que eu nem tinha noção do bem que isso faria à minha alma.

Além de ter escrito para contar o que rolou por lá, agradeço acima de tudo! O convite da Daventura é um presente que recebo (falo por mim, mas, sei que todos ficam muito bem também.) todos os anos. Sempre aceito a missão antes mesmo de saber se vamos conseguir os kits de Saúde Bucal, porque o retorno para o coração é tão significativo que tornou-se irrecusável e viciante. O detalhe é que sempre dá tudo certo! E se não desse, faríamos dar!

A minha alma agradece!

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Corrida de Orientação- Uhuuuuu!

Que saudade de escrever! Essa falta de tempo está me deixando quase em depressão. Mas, é quase, viu?! Estou me organizando...
Então vou ter que ir postando minhas aventuras aos poucos para não ficar cansativo...
Estava quase em depressão (quase!) quando, finalmente, chegara hora de respirar ar puro.
Berimbau, 20 de maio de 2012, segunda Etapa do Campeonato Baiano de Orientação. O resultado da primeira foi um inexpressivo 4º lugar. (Desculpem se pareço competitiva mas, é que sou mesmo... Controlada para não assustar meus amigos, rs!) E pensava em compensar o resultado ruim nessa etapa. Pena que estive muito gripada e ainda estava no dia da prova. Que chato! Vivia me gabando que não pegava gripe e tive uma atrás da outra esse ano.
Sinceramente, pensei em não ir umas 3 vezes. Só que inscrevi Xuxu (pai dos meus filhotes) e Tiago (meu filhote) para correrem em dupla. E tinha me comprometido com a Equipe pela qual estou correndo esse ano, a Carcará. Não sei porque motivo, achava que tinha que ir mesmo e pronto, fui!
Depois de todos os abraços apertados, esperava minha hora de largar. Da minha categoria, só Dejanir sairia depois de mim. Ótimo pra mim, se não estivesse gripada! Gosto de largar por último.
Nas considerações pré-largada, o organizador deu um pequeno aviso:
“Depois de chover a noite inteira, o que era de grau de dificuldade 3, virou grau 7.”
E a galera foi ao delírio! Nada melhor do que um grau 7 de dificuldade para apimentar uma Corrida de Orientação.. RS! Então larguei, sabendo que seria muito divertido!
Os dois primeiros prismas foram bem tranquilos de achar! Terreno plano, vegetação rasteira e fácil de enxergar tudo. O terceiro prisma estava dentro de um canavial. Mesmo contando passo, não achei de primeira e voltei para refazer o percurso duas vezes. Foi quando encontrei Dejanir, aliás, ela me encontrou. Dali então, a coisa começou a ficar animada!
Do prisma 3, dava pra azimutar e sair rasgando pelo canavial até o 4. (É rasgando mesmo que a gente fala! Mas, não corta o mato não, nem leva facão, tá?!...). Do jeito que fui, não tinha jeito do prisma fugir de mim. Estava pendurado numa árvore singela. Eu e Deja ficamos próximas em quase toda a prova, a partir dali.
Meu corpo começou a esquentar e os sintomas da gripe foram melhorando à medida que alcançava meus tesouros (os prismas).
O prisma 5 estava numa árvore mais gordinha e deve ter sido o último dos que estavam localizados em lugar plano. Daí em diante, meus amigos, foi só “ladeira abaixo” e “ladeira acima”. Era cada ribanceira de acabar com o caboclo! E eu aaaadorooooo ladeira! Gosto e subo com vontade, gritando uhuuu, com gosto de gás e a faca entre os dentes! Pegava os prismas numa vontade que nem conto.
Ladeira abaixo para alcançar o prisma 7, que estava num córrego. Lá embaixo mesmo. Putz! Ladeira acima para o 8, uma delícia! Minha respiração estava uma beleza! O nariz desentupiu em legítima defesa, senão estaria caída por lá até hoje... E o tênis já parecia uma bota, de tanta lama!
Só a título de curiosidade, minha última aparição no mato foi na Peleja. Tenho crise de abstinência quando demoro muito de correr. A gripe realmente não incomodava mais e eu estava numa felicidade que não cabia em mim. Olhava o verde, as árvores, os bichos. Pulava as cercas toda animada!
Acabamos encontrando outra competidora da nossa categoria no caminho, a Carol. Não sei quem jogou Carol na Elite! Ela estava meio perdidinha mas, leva jeito e daqui a uns dias estará afiada, tenho certeza disso! Eu sou “macaca velha” e até hoje tomo porrada de prisma. Mas, acho que melhorei bastante de quando comecei pra cá. 
Depois de muito subir e descer, empacamos por um curto intervalo de tempo no prisma 11. Minha cabeça deu um “nó cego”, que tratei de desatar rapidinho.
Pegamos o prisma 11 em grupo e seguimos para o 12 sem demora. Gente! Carol escorregava tanto na ladeira que parecia que estava numa esteira de academia, RS! Não tinha como não rir. Todos escorregavam muito. O terreno estava muito molhado!
E muitas outras ladeiras vieram e muitos prismas também. E muitos escorregões.
Eu tomei uma queda inacreditável! Tenho a impressão de que jogaram um caldo de quiabo naquela ladeira. Sorte que corro de luvas e fico mais ousada por esse motivo. Escorreguei pra cair de bumbum, meu pé virou e acabei caindo fazendo apoio no chão. O corpo foi tão reto ao chão que sujou de lama por inteiro. Nem sei como fiz aquilo mas, era tudo o que eu precisava para chegar triunfante, RS! Parecia um pinto no lixo! Toda suja de lama e com o tênis parecendo uma bota. Parecia uma criança que tinha acabado de brincar lá fora!!
E nessa brincadeira, depois de muita subida e descida e de 21 prismas, o resultado foi melhor do que esperado. Acabei pegando um pódium bastante despretencioso de terceiro lugar. Pena que não pude esperar a hora da premiação, principalmente para prestigiar as outras meninas que tiveram merecidos resultados.
Independente do resultado, o que mais gosto, além de competir, é respirar ar puro! Voltei curada e feliz por não ter perdido a festa! Adorei a prova! Eu quero mais lama! Quero grau 10! Uhuuuuuu!
Os organizadores das Corridas de Orientação estão se superando a cada dia na excelência das provas! Muito bom mesmo! Quer se divertir? Vá fazer Corrida de Orientação!