quarta-feira, 16 de abril de 2014

A PELEJA DE 2014


   Depois do Perrengue, a Peleja. Pessoal bem criativo quando se trata de dar nomes a provas de Corrida de Aventura. A próxima é Couro de Bode. Ainda vai ter Mandacaru, Cangaço e Desafio dos Sertões. Estamos organizados pra não perder nada, ainda arrumar tempo para correr Orientação, além de ter uma vida de gente normal, é claro, rs!

   Sempre me gabei de não levar muitos tombos em provas. Minha última queda, que pareceu mais grave, foi há uns 7 anos atrás. Numa Paletada que aconteceu na região do Recôncavo, num asfalto, na chuva, de madrugada com muito sono. Tudo propício, associado à inexperiência, resultou numa queda que tirou nossa equipe daquela prova. Nesse fim de semana, por alguns segundos, pensei que fosse precisar ser resgatada por ambulância. 
   Tudo pronto para a largada! Passei a semana viajando, cheguei na sexta, sábado arrumamos as coisinhas e fomos à Feira de Santana. Domingo de manhã cedinho estávamos todos confraternizando na praça de Tanquinho e nos organizando para partir para mais uma Corrida de Aventura.
   Correr 40km é ótimo! Basta tomar um café reforçado com ovo frito, levar cinco barras de cereal no bolso, três litros de água no camelback, dinheiro pra comprar coca-cola, que a corrida flui que é uma beleza! Se a organização oferecer salada de frutas, sanduiche e água, fica ainda melhor. Pois é! Foi assim...

   Depois da volta de apresentação na praça, seguimos de bike rumo ao primeiro PC da Peleja, primeira Etapa do Campeonato do Interior de Corrida de Aventura. Não poderia ser mais tranquilo... Um trecho de bike com poucas ladeiras, num estradão bem bacana de pedalar. Vai mais um pouco, segue por 1,5km, OPS! Passamos direto! Aquelas casinhas deveriam estar antes de nós... Então entramos pelo curral pra cortar caminho, encontrando o PC2.
   Do estradão até a porteira, da porteira pro asfalto, do asfalto para o corredor de cerca. Pronto, PC3! Estava curtindo horrores! Achando tudo tão bacana! Aquele corredor de cerca, minha agilidade diante das pedras, as subidas e descidas com pequenos obstáculos, as árvores sombreando tudo... Bom demais!
   Desci com boa velocidade cheia de confiança, passando pelas pedras toda habilidosa. Até que uma pedra grandona apareceu bem no meio do caminho. Dei um grito do tipo “AAAAAAAHHHH!” e voei da bicicleta. Vitor só precisou olhar para o lado para me ver passar. Voei mesmo! Nem sabia que sabia fazer isso. Depois mergulhei no chão com todo peso do meu corpo, somado ao impulso, como se fosse uma jaca madura. Uma jaca mole. Protegendo o rosto com os braços, bati braço, antebraço, costelas, perna, coxa, quadril... A lateral direita toda avariada, rsrs! Filomena (minha bicicleta), na cara de pau dela, caiu de lado toda charmosa. Já eu, diante na sensação de tontura, náusea e dor nas costelas, preferi ficar parada só um pouquinho pra tentar sentir uma parte do corpo de cada vez. Pra ter certeza de que aquela costelinha seca não estava quebrada. Achei que sairia dali numa maca. Mas, esse pensamento durou poucos segundos.

   Alguns Aventureiros passavam na hora da queda... Levantei, xinguei Filomena, que parecia um burro. Daqueles que derrubam o dono e parecem rir da queda. Nem um arranhão. E eu, toda estrupiada. Na verdade, preferia que a bicicleta não tivesse quebrado mesmo. Levantei, sacodi a poeira do corpo, montei na bicicleta e saí pedalando. Devagar nos primeiros 5 minutos, depois, como se nunca tivesse caído. Que bom que continuamos!
   As bicicletas ficaram no PC4 para seguirmos para os sanguinolentos PCs 5 e 6, no trekking. Seguimos 1km no azimute 200 até o pé do morro, depois 800 metros até onde deveria ter uma trilha para o topo. Rs! Não tinha trilha não gente! Fomos pra lá e pra cá, pra lá e pra cá... Nada de achar trilha. Achando que, atacando o morro a partir do PC7 poderia ser menos íngreme, resolvemos dar a volta. A subida deve ter sido tão dura quanto do outro lado. Meu Deus, quanto cansanção! Quanta pedra, quanta escalaminhada, quanto mato, quanto espinho!!! Àquela altura nem lembrava da queda. “Tateando” pelos matos, subimos com a rapidez que a natureza permitiu. Vitor vinha cheio de ofegância! Eu, disfarçando bem a respiração, andava dando pressa. Quem me vê ali, pensa que estou ótima, rs!
   No meio do caminho já vinha um bolo de gente descendo. Cada um contando coisas terríveis sobre os PCs 5 e 6. Percebemos que a nossa escolha não foi boa. A vida é mesmo feita de escolhas. O caminho pode ser árduo. O resultado pode ser aproveitado, seja qual for, dependendo de como a gente encara a Peleja da vida.
   Desistir nunca, render-se jamais, divertir-se sempre. O nosso lema!
   Finalmente, aos trancos e barrancos, chegamos ao PC5. E fomos para o 6 também. Terrível mesmo mas, nada que não tenha feito em alguma corrida de aventura. Como uma lagartixa capenga, tinha que achar um lugar do corpo que não doesse para encostar nas pedras. Não tinha como não lembrar da queda, rs! Uma escalada leve, mas bem difícil pra uma criatura toda avariada como eu, naquele momento. Com toda dor, consegui chegar ao PC6 com uma sensação de superação que há tempos não sentia.
   O sol castigava na descida. Sem uma gota d’água, eu e Vitor fomos até o PC7, desesperados por um gole de água. O cansanção comia no centro, a trilhas sumiam, os despenhadeiros apareciam, até que, finalmente, a terra foi ficando plana. Sem contar que pra descer todo santo ajuda. Precisa nem de reza.
   No PC7 tinha água morna mas, foi um alívio retado!
   Seguimos para o 8, fazendo um trekking forte. Sobraram poucas bicicletas por lá. O remanescente era só de sequelados, rsrs! Assim como nós, é claro! Bebemos uma água bem gelada na casinha. Joguei um pouco de água na cabeça e usei o sanitário do simpático casal de idosos. Muito simpáticos mesmo!
   Meu sangue insistia em querer esfriar. Sabia que começaria a sentir dores... O corpo começara a arrepiar, rs! Péssimo sinal de caruarite aguda! Mas, minha gente, nada como água na cabeça, comida e um pouco de sombra pra regenerar uma doida como eu.
   Bem na hora de sair, percebemos que o pneu da bicicleta de Vitor estava murcho. Nada que a gente não soubesse que aconteceria. Esperávamos até coisa pior. Desde Lauro de Freitas que esse pneu sinalizava que nos daria trabalho. Mas, nem foi tanto tempo perdido assim.
   No PC9 tinha uma vendinha com coca-cola. Um lugar bonito, numa fazenda  simpática! A prova estava quase no fim... Com um sol de fritar os miolos e pouquíssima sombra, seguimos pela estrada afora até que encontramos Luiz Célio, dizendo que poderíamos seguir direto para a chegada que a prova havia acabado. Confesso que dei um grito interno de alegria, rs! Mesmo achando que éramos os últimos dos últimos, seguimos animadíssimos para a chegada, até a subida final que parecia que não acabava nunca. 

   Lá na praça, já sem pórtico de chegada, a premiação acontecia... Ainda assim, fizeram festa com a nossa chegada e nos convidaram a subir no pódio. Afinal, o CICA premia até o sétimo lugar. Ficamos em sexto lugar, num pódio recheado de grandes amigos.
   Foi massa! No começo do ano, eu e Vitor renovamos nossos laços de amor, juntando nossas escovas de dentes. No CICA, renovamos nossos laços de amor à Corrida de Aventura, levando em consideração o lema da nossa equipe Aventureiros do Agreste. Desistir, só em caso de risco de morte!
Precisava principalmente ser divertido! E foi!
   Amamos a prova! Organização muito show em todos os aspectos!
   Aproveito para fazer um agradecimento especial ao meu amigo-irmão Marcelo Azoubel, que nos fez a gentileza de levar nossas bicicletas para a prova. E para dar os parabéns mais do que especial para nossos Aventureiros Lucy e Vande, que mandaram muito bem na prova, conquistando quarto lugar.
   Tô toda feliz porque não quebrei meus dentes nem nada. Dente dá um trabalho danado pra consertar! Descobri que posso voar e sei cair como nos filmes de ação. Meu anjo da guarda, o Zé,  é sempre muito legal comigo!
   No mais, tenho que levar minhas perebas pra passear, já que preciso focar no Running Daventura 42km, dia 24 de maio. O objetivo é terminar a prova!
   Depois é a Corrida de Aventura Couro de Bode, lá em Juazeiro. Vamos treinar meu povo, que tem mais três etapas de CICA pra gente fazer!
   Beijos e até muito breve!
   PS: O sofrimento é passageiro, desistir é para sempre!

quarta-feira, 9 de abril de 2014

CAMBO 2014.1


   O Campeonato Baiano de Orientação estava cheio de Aventureiros do Agreste novos, velhos e jurássicos. Todos numa animação só! 
   Antes da largada conversamos muito sobre navegação com os novatos. Orientação não é igual a Corrida de Aventura. O mapa é mais detalhado, o tempo é curto, não dá pra planejar nada, riscar e rabiscar o mapa, anotar azimute. A estratégia é definida ao mesmo tempo em que as coisas acontecem. Mas, a essência do esporte é a mesma. Tem que jogar limpo, respeitar o coleguinha, passar por todos os prismas, ouvir o apito do chip. Não pode querer ganhar sem ter pegado todos os prismas. Não vale querer mudar a classificação, nem subir no pódio se seu extrato estiver escrito “desclassificado”. Ninguém vai lhe proteger. 
   Por falar em desclassificado, esse é um medo que sempre tive desde que comecei a correr em 2005. Aquele papel que a gente grampeava no prisma (o SICARD é coisa nova!) teimava em voar da minha mão, rs! Já voltei um trecho enorme pra procurar. Já fui desclassificada. Também já fiquei perdida até acabar a premiação e recolherem os prismas, rs! Tudo pode acontecer! Na primeira vez que levei Vitor, cheguei mais de uma hora depois da última atleta antes de mim. Aprendizado, rs! E olhe que já era considerada experiente. Algumas vezes, a experiência nos trai. 
   As outras meninas da minha categoria já deveriam estar bem longe, talvez perto de terminar a prova, quando parti no minuto 50. Ou não... Tudo dependia de como seria o desempenho delas. Isso eu não controlo.
   Na Corrida de Orientação conta o seu tempo de prova, independente da hora que você larga. Não sai todo mundo junto de propósito mesmo, pra ninguém "encarneirar" ninguém.
   Agnaldo disse pra gente não rasgar mato porque a floresta estava bem densa. Com meu mapa verdejante em mãos, fui pegar o primeiro prisma obedecendo aos conselhos do organizador. Dependendo da situação, até prefiro ir certinho pela trilha mesmo! É mais difícil de me perder.
   Toda Corrida de Orientação é assim... Fico atrapalhada até achar o primeiro prisma. Já saio pensando nisso. Correndo até a beira da cerca, atravessei e segui pela trilha, entrando naquele corredor verde. Depois da primeira cerca da esquerda encontrei uma trilha à direita, encontrei meus amigos, Tadeu e Laísa, mas, não encontrei o prisma. Veio aquele pensamento de como sou atrapalhada para encontrar o primeiro prisma e me acostumar com as distâncias da Orientação.
   Como combinei comigo mesma de ficar bem atenta, tratei de sair da trilha e entrar na seguinte: aquela de frente para outra cerca, como estava no mapa. Pois é! O prisma estava bem ali no canto da vegetação.
   Também combinei comigo mesma de ser ágil nas decisões, pensar rápido e correr sempre que pudesse. No meu caso, tempo é troféu. Quem sabe não levava um daqueles pra casa?! Bem, na verdade, queria era estar ali, bem naquele lugar e fazer o melhor que pudesse. O resultado poderia ser o que viesse. A curtição tava muito boa! Adoro caça ao tesouro!
   Saí correndo para o prisma 2, peguei a estradinha novamente, entrei na trilha à esquerda, subi rapidinho uns 200m e lá estava ele, numa árvore na vegetação. Falando em vegetação, quase todos os prismas estavam na vegetação ou numa árvore, ou nas duas coisas.
   Nada de rasgar mato, volta pra trilha Luluzinha! E “pernas pra que te quero?”. Para correr é claro! Mais uma entrada à direita, beirando a vegetação, o prisma 3.
   Êpa! Para a trilha principal! Até pensei em entrar numa trilha secundária para pegar o prisma 4 mas, achei o ganho de tempo duvidoso, já que se tratava de uma trilha mais estreita, paralela à principal. Meu deslocamento poderia ser comprometido. Nesse vai, pensa e volta a gente perde um tempinho...
   Contei passos dali até a entrada do 4. Deu certinho! Isso dá uma boa dose de confiança pra seguir na corrida. Foi perto do 4 que encontrei Lucy. Trocamos poucas palavras, perguntei se ela tinha pegado o 4 e  onde estava. Rs! Antes mesmo que ela respondesse, lembrei que estávamos competindo na mesma categoria. Senti-me de uma cara de pauzisse absurda! Rapidamente, pedi que não contasse e nos despedimos. Achei que ela estava bem!
   Prisma 4! Dali, fui enfiar meus pés na lama. Aliás, fui enfiar metade do corpo na lama para achar o prisma 5. Acabou esse negócio de pegar trilha principal, rs! Entrando à direita logo na saída do prisma 4, segui até uma bifurcação. Vi um atleta que estava fazendo o mesmo percurso que eu, entrando para a direita. Sei lá porquê, preferi continuar na direção do 6, virando para a direita mais adiante. Não sei se foi uma boa escolha, mas peguei um charco miserável no caminho, afundei metade do corpo na lama. Só que eu e o meu coleguinha do qual falei nas linhas anteriores pegamos o prisma 5 juntos. Como meu caminho era mais longo, dava no mesmo! Só que ele não teve direito a um banho de lama.
   Como já sabia onde estava a trilha do 6, só precisei voltar rapidólio, encontrar a clareira, olhar para a esquerda e pronto. Lá estava ele! Pra variar, na árvore na vegetação.
   Ai, gente! Que vontade de bater um azimute e me lascar toda até o prisma 7! Rsrs! Cheia de juízo na cabeça, entrei no canto esquerdo da clareira, numa trilha bem arborizada, achei a cerca do mapa, passei por baixo dela, segui para a direita beirando a cerca mesmo. Prisma 7, ok! 
   Bastava achar a casa para encontrar a trilha e descer para o prisma 8. Ele estava bem ali, pertinho do riacho, do lado esquerdo, meio escondidinho.
   Decidi voltar para cerca novamente para me guiar até o prisma 9. Só que fui tendendo para a esquerda... Encontrei a cerca, o prisma e Mauroba, reclamando que cometeu alguns erros. E seguimos para um prisma de mesmo número, descendo uma ribanceira.
   Como ele desceu muito rápido, nem vi quando levou uma galhada no rosto. Precisou de ajuda. Tive que parar para jogar água em seus olhos. Rs! Os pensamentos que passam em minha cabeça são interessantes. Se tivesse que parar para ajudar meu amigo, certamente pararia. Ainda bem que foi uma parada rápida! E ainda bem que o prisma 10 estava bem pertinho. Deve ter sido um bônus de jogo, quando você socorre alguém, rs!
   Até tinha uma trilha me convidando a entrar para cortar caminho para o prisma 11. Talvez um convite para perda de tempo, talvez um verdadeiro corte de caminho, talvez levasse à outro canto daqueles matos. Quem sabe? Parecia tão bonito, arborizado, plano... Mesmo assim, optei por subir o barranco e pegar minha santa cerquinha de volta. Isso eu posso escolher!
   Seguindo a cerca ficou bem tranquilo... Lá estava o prisma 11, todo bonitinho numa vala.
   Logo no final dessa trilha apareceu a estrada que me levava ao prisma 12. Estava com sede! Corri até lá, bati o prisma, bebi água e fui embora.
   Outra trilha-tentação à direita talvez me conduzisse a um corte de caminho até o 13. Entrei uns dois metros, olhei, pensei, voltei. Não me atraiu. Além do mais, no mapa, seu final era indefinido e não terminava exatamente no 13. O comentário de Zildgar, quando estava pegando a trilha principal foi uma boa comprovação de que teria feito uma boa escolha. “Nem Marcinha conseguiu passar.” Hummm... Certo! Mas, onde ele teria encontrado Marcinha?? Bem... Tinha "5 minutos". Olha só que maravilha! Marcinha estava perto de mim, Lucy também. Todas saíram antes de mim... Deveriam estar à frente. Animei ainda mais!
   Corri pela estrada, encontrando uma cruzamento, fui para a direita. Mais uma vez, pensei em cortar caminho... Passei por baixo da cerca, comecei a entrar pelo mato. Daí pensei no meu objetivo de prova, na concentração, no foco. Sempre lembro que quando fico muito excitada com uma possível vitória, perco a concentração e dá merda. Por isso, quando percebi que o corte de caminho poderia ser arriscado, decidi deixar de ser doida e correr pela estrada mesmo. Afinal, no dia 24 de maio serei uma maratonista do Running Daventura. E isso não é pouca merda não. Tô treinando corrida, meu povo!
   Apesar da volta que dei, foi bem tranquilo pegar o prisma 13 entrando pela casinha. Meu parâmetro mais uma vez foi um rapaz que entrou pelo atalho e chegou lá em cima junto comigo. Além disso, ainda interagi com o pessoal da casinha, rs! Gosto do “bom dia” do pessoal da roça! Lembra minha família.
   Volta eu, descendo a ladeira desbandeirada, passando de volta pela casinha, pegando a estrada de volta para chegar até o 14. Tranquilinho, tranquilinho! E foi saindo dali que encontrei Marcinha, indo pegar o 14.
   Também peguei o prisma 15 rapidinho. Se não errasse nada e as outras competidoras não estivessem num bom tempo de prova, possivelmente, estaria no lugar mais alto do pódio. Segui confiante.
   O 16 e o 17 também foram prismas bem tranquilos de encontrar. Teve gente que escolheu pegar o 18, passando pelo caminho do 12. Preferi entrar à esquerda até chegar lá. A trilha não estava tão bem marcada no mapa. Mesmo assim, não esperava que a mata fechasse e a trilha sumisse e aparecesse de quando em quando. Meu progresso não foi tão rápido como pensei que seria. Algumas vezes, tive a sensação de que poderia estar errada. Foi preciso andar agachada em alguns momentos. Subi a ladeira com a bússola no azimute. Que alívio quando apareceu a bifurcação! Encontrar o prisma foi um belo prêmio para meu esforço e concentração! Só faltavam 4 prismas, todos pertinho.
   Aproveitando a descida, trotava até o prisma 19. Ele estava numa árvore perto da vegetação, só pra variar. O 20, tranquilex! Eu e Marcinha nos encontramos entre o 20 e o 21, e pegamos o prisma 22 já bem pertinho da chegada.
   A vitória eu só comemorei depois de conferir se não tinha esquecido de algum prisma, se as outras atletas ainda tinham chance, se meu nome aparecia no painel, rsrs!
   Agnaldo, a prova estava impecável! Obrigada por nos proporcionar uma manhã tão bacana!
   Marcinha, agradeço muito pelo incentivo a voltar pra Orientação, correndo sozinha. A mudança de categoria, independente do resultado, me fará muito bem! Você é uma grande incentivadora do esporte! Além de tudo, está navegando muito! Merece ótimos resultados aqui e no brasileiro.
   Fiquei muito feliz com os resultados dos nossos Aventureiros. Vande jogou duro! As duplas foram muito bem! Lucy deu um grande exemplo de coragem e persistência... Quase fugiu quando Vitor apareceu para tirá-la da prova, rsrs! Claudio, que mesmo atrasado, tranquilizei seus amigos que ele chegaria, rs! Eudes, Tadeu, Laísa... E Vitor, figura, que foi lá pra me buscar, acabou saindo pelos matos pra resgatar Lucy e ainda foi procurar um prisma com ela! Todos de parabéns! Todos loucos por aventura!
   No mais, estou na área, sem saber se consigo correr todas as etapas. Vou tentar!
   Beijos e até a próxima resenha!

domingo, 6 de abril de 2014

Eu vou correr o Running 2014

   A corrida Running Daventura é muito bacana! Em sua sexta edição, acho que não perdi nenhuma, seja como atleta, seja como colaboradora.
   No esporte, preciso ter meta e planilha. A planilha sem meta não funciona, meta sem planilha também não. Adoro desafio! Embora goste muito de treinar, treinar sem motivo não é muito animado. Prova pequena é bom, mas não é o que mais gosto. Meu encanto é por prova longa. A Bahia está carente de Corrida de Aventura com mais de 100km, esses tempos.
   A Federação tem feito um trabalho muito interessante para atrair novos atletas. Prova mais curta atrai mais novatos e o resultado vai ser muito bom pra todo mundo. Mais atletas, esporte fortalecido. Deixa eles serem mordidos pelo bichinho da aventura, depois os percursos aumentam aos pouquinhos, rs!
   Enquanto isso, para animar corpo e alma, decidi fazer o Running Daventura 42km. Animadíssima, amarradona, toda feliz! Com planilha cheia de quilômetros e muita disposição, arrumei tempo para fazer os treinos. Afinal, o que eu faço entre meia noite e cinco horas da manhã? rsrsrs!
   Na verdade, isso tem contribuído bastante para melhorar minha auto-estima esportiva. Tenho me sentido mais forte, mais animada. São muitos conselhos, muitos quilômetros. Vou precisar administrar alimentação, tempo, desempenho, cansaço, dor, psicológico. Já fiz 21k no Running... Mas, quarenta é outros quinhentos. Aliás, é 42. E também vou precisar de coragem, força, fé, dedicação, perna, articulações.
   Não é uma Corrida de Aventura mas, é uma grande aventura. Vou tentar postar umas coisinhas de treinos por aqui...
   Até breve!