quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Adeus Ano Velho! Feliz Ano Novo!

Fim de ano! Tempo de renovar os pensamentos, as energias, a vida. Isso me lembrou uma música de Paulinho Moska.

...
Meu amor
O que você faria se só te restasse um dia?
Se o mundo fosse acabar
Me diz o que você faria
Ia manter sua agenda
De almoço, hora, apatia
Ou esperar os seus amigos
Na sua sala vazia
Meu amor
O que você faria se só te restasse um dia?
Se o mundo fosse acabar
Me diz o que você faria
Corria prum shopping center
Ou para uma academia
Pra se esquecer que não dá tempo
Pro tempo que já se perdia
Meu amor
O que você faria se só te restasse esse dia
Se o mundo fosse acabar. Me diz, o que você faria

Andava pelado na chuva

Corria no meio da rua

Entrava de roupa no mar

Trepava sem camisinha

Meu amor

O que você faria?
O que você faria?
Abria a porta do hospício
Trancava a da delegacia
Dinamitava o meu carro
Parava o tráfego e ria
Meu amor
O que você faria se só te restasse esse dia?
Se o mundo fosse acabar
Me diz o que você faria

http://www.youtube.com/watch?v=9Gc_9zuNom8&feature=related

...

Quantas vezes a gente já se pegou repetindo no final do ano:
"No ano que vem vou mudar a minha vida."
Que 2011 seja de reflexões e mudanças sempre para melhor!




FELIZ ANO NOVO CHEIO DE NOVIDADES BOAS!

Treino Natalino



A família toda foi passar o Natal no mato! Metade nos Varões(a roça onde meus pais moram) e a outra metade ficou no Tabuleiro(a roça que minha avó tem). Já viram que não tem quase ninguém que não tenha vindo da roça nessa família!?


Fiquei matutando como faria o meu treino solitário de bike, já que fui com todos os apetrechos e os ciclistas debandaram. Resolvi ir pedalando até a casa da vovó( são só 10km) para uma visita matinal.


Acordei cedo, tomei um café bem gostoso e fui dar um até logo para a minha mãe que estava molhando as plantas no terreiro. Ela veio com uma conversa ponderada sobre os perigos que uma mocinha como eu corre, pedalando solitária pela estrada afora. Pedi então que listasse coisas que poderiam me fazer desistir da empreitada. Boi!? Bêbado!? Pneu furado!? Cachorro!? Aquela ladeira enorme!? Dei até logo para a mamãe e fui.


O caminho foi bem tranquilo! O primeiro trecho tem ladeiras bem suaves, muita caixa de areia, cachorro manso, alguns bêbados discretos remanescentes do dia anterior, uma porteira quebrada, uma ponte sobre o rio sujinho coitadinho, mais areia, mata-burro, curva acentuada, outro mata-burro e começa um ladeirão de 1,7km. Subi de mansinho... suando... maneiranando.


O trecho do planalto tem muita poeira. É a parte que faz a pessoa chegar em casa com cor de ferrugem, o nariz cheio de meleca e o cabelo bem duro. Mas a vista é compensadora! Antes da casa da vovó ainda tem uma vila, umas curvas acentuadas e tcharammm! Casa da vovó!


"Bêncão vó!?" Tomei café com cuscuz e voltei pra roça(Varões) quase voando. Curvas acentuadas, vilarejo, poeira para mais meleca no nariz, descida irada de 1.7km, mata-burro, curva acentuada, mata-burro, areia, ponte do rio sujinho, porteira quebrada, bêbado, cachorro mansinho, areia, ladeiras suaves e pronto. "Cheguei mamãe!"


Ah! Gostoso de tudo isso é ficar embaixo da limeira com uma faquinha, chupando lima e conversando com os próprios botões. Depois, descer até a fonte pra tomar um banho bem gelado! Daqueles que congela a alma e rejuvenesce uns dez anos!

Repeti a dose no outro dia. Só que, dessa vez, os cachorros correram atrás de mim por um tempão. Ainda encontrei uma boiada com direito a vaca parida no pacote. Pressentimento de mãe é uma coisa séria!


Meu primo Lucas estava me esperando no Tabuleiro para uma transição. Voltei correndo, enquanto ele pedalava a minha bicicleta e perguntava trilhões de coisas de Corrida de Aventura. E cheguei em casa com mais um candidato a Corredor para aumentar o número de participantes do nosso esporte tão bacana!

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Se vira nos trinta!



Coisas que uma Penélope precisa fazer no dia a dia:

1. Acordar cedo pra treinar;

2. Arrumar o café das crianças;

3. Levar filho na escola;

4. Trabalhar;

5. Pegar filho de volta;

6. Ver o que a funcionária vai fazer pro almoço;

7. Passar no mercado;

8. Almoçar e ver como estão as coisas e pessoas;

9. Levar a pequena na escola;

10. Ops! O grande tem inglês e judô;

11. Ôpa! A pequena já teve inglês e natação de manhã;

12. Trabalhar à tarde;

13. Passar na padaria na volta do trabalho;

14. Pegar filha na escola;

15. Escrever no blog;

16. Ir ao médico de vez em quando;

17. Levar as crianças ao médico;

18. Fazer faxina nas crianças(ouvidos, unhas, umbigos sujos, etc, etc, etc...);

19. Fazer as minhas unhas pra ficar "biita";

20. Cabeleireiro uma vez na vida;

21. Olhar como a turma vai na escola;

22. Ir ao cinema ver alguma coisa de adulto de vez em quando;

23. Levar as crianças ao cinema no fim de semana;

24. Dar atenção aos amigos;

25. Levar às festas dos coleguinhas (não esquecendo do presente, please!);

26. Pegar as três sobrinhas para o fim de semana na casa da titia (no caso, eu!);

27. Ter cinco filhos muitos fins de semana e nas férias sem falta (meus dois e as três sobrinhas);

28. Ter sempre bom humor;

E aí!?! Não chegou em trinta? Ah! É porque esqueci de muita coisa!

Essa vida de Penélope é um sufoco! Mulher tem tantas atividades! Precisa ser muito Agreste pra ser tanta coisa ao mesmo tempo!



domingo, 26 de dezembro de 2010

Proposta Indecente








Um dia recebi uma proposta de um atleta de Corrida de Aventura que dizia mais ou menos assim: "-Quer ganhar uma Corrida de Aventura? Ficar em primeiro!? Saia dessa equipe (ele tava falando da Aventureiros do Agreste) e vamos montar uma equipe só com os mais fortes!"



É claro que o objetivo era, prioritariamente, ganhar. E compreendo perfeitamente que pessoas competitivas de verdade pensam em ganhar de verdade. Sentimentos involuntários me fizeram refletir o sentido que a Corrida de Aventura representou pra mim durante todos esses anos. Sou uma pessoa competitiva! E disso todo mundo sabe! Mas acabo definindo a minha competitividade com um "só sou pilhada".


Nunca ganhei um centavo sequer pra fazer o esporte que faço. Corro por satisfação pessoal, pra ampliar meus horizontes, pra conhecer lugares onde poucos conseguem ir. Corro porque amo estar com os meus amigos pelos matos afora, sem saber ao certo o que vou encontrar. Corro pela alegria de achar um PC. Pela satisfação em chegar. Pelo sofrimento compartilhado. Pelo sentimento de amizade e confiança que se fortalece a cada prova.

Enfim, não troco meus amigos e as minhas amigas por uma vitória sequer! Nem umazinha! Quero ganhar com eles! Mesmo que seja só experiência. RS!

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

OH! OH! OH!



Desejamos que o Papai Noel mantenha todos os votos de prosperidade. Prosperidade no amor, no dinheiro, na saúde, na paz, na felicidade, na energia positiva.

Que as nossas vidas sejam prósperas e felizes.

Que nossos amigos amem e sejam amados.

Que as crianças, todas as crianças, sejam iluminadas.

Que a paz esteja em todos os lares e nas ruas também.

Que a Energia Divina esteja sempre perto de nós.

Que as intenções e as ações sejam sempre as melhores.

Que possamos emanar energia positiva para os nossos amigos e não tão amigos com palavras, gestos e atitudes.

Que nossos anjos da guarda guiem sempre nossos caminhos, seja trilha estradão ou mata fechada, afinal, tem horas na vida em que a gente precisa rasgar mato nos "peitos".



FELIZ NATAL!



quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Sem comentários!

"Cada dia que vivo, mais me convenço de que o despedício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta de quem não se arrisca, e que, equivocando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade. A dor é inevitável, o sofrimento é opcional"







Carlos Drumond de Andrade

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Dica de Corrida


   De todas as modalidades que eu gosto em Corrida de Aventura, a melhor é a corrida. Adoro correr! Tenho sensação de liberdade, de poder ir onde quiser. Levo meu par de tênis pra todas as viagens. Taí outra vantagem da corrida: um par de tênis e uma roupinha micro resolvem qualquer parada! Fica mais fácil do que viajar com uma bicicleta. Depois de fazer uma pequena pesquisa sobre o lugar, só pra saber se é muito perigoso (Se for pouco perigoso sou capaz de sair correndo mesmo assim), acordo cedo e saio pra conhecer tudo do meu jeito. Correndo.
   Em Miami foi assim. Passei dez dias viajando com três amigas preguicites. Vou dizer o nome delas pra ver se tomam vergonha em suas respectivas caras e começam a malhar. Vanessa, Linda e Andréa. Enquanto as três caras de pau dormiam, eu saia do quarto bem cedinho, na ponta dos pés, pra correr. Dava voltas pela cidade, depois contava dos meus passeios e devaneios.
   Mas queria falar de São Paulo. Fui passear por lá na semana passada pela primeira vez. A impressão que as pessoas me passavam era de uma cidade de trânsito congestionado, rios poluídos, céu nublado e pessoas ocupadas. Mas parece que fui presenteada com um fim de semana bem tranqüilo. O rio é podre mesmo! O trânsito deve ter dias piores. Não fui apresentada as pessoas. Conheci uma cidade de céu azul e bem arborizada!
   O Parque do Ibirapuera é “A DICA” pra quem não agüenta ficar parado. Tem segurança, pra começo de conversa. Os guardinhas estão presentes por toda parte. As árvores são imensas! Tem um lago lindo cheio de patinhos a nadar! Você ainda pode escolher se quer correr na trilha ou na pista pavimentada. Dá pra andar de bicicleta também. Segundo depoimentos, nem parece que você está em São Paulo. É lindo mesmo! Vale à pena conhecer!
   Atualmente quem passeia por lá pode escolher entre suas diversas atrações o Museu de Arte Moderna (MAM), o Pavilhão da Bienal, a Oca, o Pavilhão Japonês, o Planetário e o Viveiro. Além disso, há várias áreas para atividades físicas, ciclovia, 13 quadras e playgrounds. E a entrada de cães é permitida.
   O Parque do Ibirapuera é o mais frequentado de São Paulo e tem o maior número de atrações. Recebe cerca de 20 mil visitantes de segunda a sexta, 70 mil aos sábados e 130 mil aos domingos.
Quer saber mais? Fonte visitada  www.cidadedesaopaulo.com

Primeiro pedal de Lulu Penélope do Agreste


   Depois das primeiras Corridas de Orientação ganhei de Xuxu um presente de grego! Uma bicicleta de ferro, daquelas de supermercado. Na verdade, ele ganhou no sorteio de fim de ano do trabalho e repassou o bagulho! Rs! Bom! As bicicletas da equipe(Aventureiros do Agreste) não eram lá essas coisas. Mas, diante das bicicletas usadas em Corrida de Aventura, aquela era bem “peba”! Não planejei usá-la em Corrida de Aventura e nem queria fazer Corrida de Aventura mesmo. Sem queixas, por favor, Luluzinha! Obrigada Xuxu!
   Não sabia passar marcha de bicicleta, morria de medo de cair. Trilha nem pensar!
   O pessoal da Aventureiros do Agreste, me convidava para pedalar no fim de semana e eu só enrolava. Dizia que não tinha com quem deixar as crianças ou dava outra desculpa esfarrapada. Meses depois, quando o repertório de desculpas acabou, comecei a prestar atenção na situação das pessoas que saiam da aula spinning na academia. Pensava que não agüentaria fazer uma aula inteira, mas fiquei motivada! Fiz quatro aulas antes do dia de aceitar ir para a trilha.
   Finalmente, fui pedalar com a minha linda bicicleta de ferro, que já estava toda oxidada antes do primeiro passeio. Previsão de uns 25km, saindo da minha casa. Acho que eles vieram me buscar pra eu não fugir. Foi...! Vieram...!
   Os primeiros 5km foram “beleza pura”! Entramos em Abrantes, já pegando o estradão num trecho sem muitas ladeiras. Em seguida começaram umas subidas leves, pra depois a coisa ficar mais pesada. (Na época era bem pesado pra mim!)
   Meu Deus! Eu nem acreditava onde tinha me metido só de olhar pra cima. A ladeira começava, virava pra direita e ia indo, sabe como é?! Mesmo seguindo as instruções de usar a marcha mais leve e ir devagar pra não cansar, a coisa era dificílima! Todos já estavam lá em cima, olhando, enquanto eu sofria pra subir. A vontade de parar veio à tona. A perna doía e meu peito ardia pra respirar. Comecei a me concentrar, a fazer mentalização.
   Meu batimento estava em 188 quando terminei os procedimentos de subida. Foi uma comemoração danada! Com o batimento a 188(Repeti de propósito mesmo!) e os bofes quase saindo pela boca, o pessoal informou que só eu tinha conseguido subir aquela ladeira de primeira. Fiquei toda orgulhosa do meu feito!
   Esse trecho de estradão de barro em Abrantes é de 14km, o resto é de asfalto. Apesar de ser pertinho da cidade, fica na zona rural. O cheiro de mato é uma delícia! Tem cachorro pra correr atrás da bicicleta. Dá pra engolir mosquito se falar muito. (Imaginem quantos mosquitos eu já engoli!) As árvores são frondosas e chegam a cobrir a estrada. A lama aparece quando chove. Com todo sofrimento, ainda consegui sentir o vento no rosto do qual as pessoas tanto falam que sentem nas pedaladas.
   Subi as últimas ladeiras pra chegar em casa nos últimos suspiros de fôlego, com o bumbum dolorido, os braços e os ombros tremendo de tanta tensão. Mas, gostei daquilo. Gostei do desafio embora o medo ainda fosse muito maior do que a vontade de voltar lá. Tinha que me trabalhar bastante pra sentir coragem de sair aos sábados pra pedalar. Mesmo assim, fui adiante! A turma não gostava muito de treinar. Descobri uma turma liderada por Jilvan, que tem uma loja de bicicleta, que pedalava nos fins de semana. Comecei a ir com eles e entrar em trilhas mais estreitas.
   E, mesmo sem ter uma bicicleta de competição, fui convidada a correr na equipe por causa de uma distensão de Gabi. Em março de 2006 estava na linha de largada da Paletada Adventure, na Praia do Forte, fazendo a primeira minha Corrida de Aventura. E isso já é outra estória! Depois eu conto.
   Comentário básico: Com o passar do tempo, descobri que eles (Leia-se Mauro) chamam qualquer pessoa pra correr. Mas eles ju-ra-ram que perceberam que eu tinha uma coisa de corredor de aventura chamada “sanguenozóio”. E isso eu tenho mesmo!

domingo, 19 de dezembro de 2010

Vamos comemorar!

   Vivaaaaaa! Nosso blog começou em maio de 2010. Na semana passada, já estávamos com mais de 1000 visualizações de páginas. Vocês sabem o que significa isso? Não sei muita coisa em números, afinal, deve haver tantos blogs na internet, com tanta gente participando. Mas, pra nós, isso é motivo de grande alegria! Imagine que nosso dia a dia é uma loucura com tantas atividades que a vida moderna nos impõe. E a pessoa ainda tem um tempinho pra dar uma olhadinha em nosso Blog. Isso é muito legal! É uma honra!
   Tem gente de toda a parte lendo as nossas postagens. Brasil, Estados Unidos, Canadá, Croácia, Rússia, Espanha e Alemanha. Isso, por enquanto! Olhem que coisa chique! Foram 37 comentários nesse período.
   E, só pra aumentar as possibilidades dos passageiros em nossas viagens, tem uma outra forma de participação. Você pode dizer o que achou da leitura marcando as lacunas no final do texto. Vou fuçar mais esse troço pra ver se me familiarizo mais com os recursos disponíveis.
   O principal objetivo é escrever sobre Corrida de Aventura e sobre a Corrida da Vida. E a melhor parte da história é saber que não estamos falando sozinhos. Então vamos comemorar! Entrem quando quiserem e participem!!

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Olha Lucy contando como começou!

Sempre gostei de esportes. Quando era pequenininha lá em Nova Iguaçu, minha ídola era a Nadia Komaneci (é assim que se escreve???). Mae, eu quero fazer aquele negócio que ela faz! É ballet? Meu pai explica: Não, filha aquilo lá se chama Ginástica Olímpica e não dá para você fazer. Aqui não tem onde treinar e mesmo que tivesse, seu pai nao tem dinheiro para pagar... Fiquei triste, mas naquela época eu entendia que quando não tem jeito, não há o que fazer...

Aí me apaixonei pelo Jazz, pelo Volei, pelo basquete... Não me aprofundei em nada. Só experimentava e logo parava. O que mais gostei foi da fase jazz. Ali aprendi a ser flexivel. Eu fazia os passos daquele filme " Flashdance". Adorava aquele filme! Guardo a flexibilidade até hoje e isso me é muito útil, especialmente para pular cercas e evitar caimbras.

Ah, eu tinha uma especialidade! Correr atrás do ônibus! Nessa ninguém me pegava! Eu era conhecida no meu bairro por cada dia chegar mais atrasada no ponto e aí ter que correr mais rápido para pegar o tal do ônibus. Esse passava regularmente a cada 20 minutos. Perdê-lo significava perder o primeiro tempo do colégio, mais tarde o primeiro tempo do estágio ou a aula de inglês. Eu morava há exatos 60 km ou três ônibus do Colégio, posteriormente da Faculdade e consequentemente do Trabalho. Eu morava no fim do mundo! E os ônibus eram muito escassos. Daí, me tornei expert em "corrida com obstáculos para alcançar ônibus". Se tivesse campeonato eu teria sido campea brasileira, ou quem sabe olímpica (!). Os obstáculos eram desde poças de lama, até idosas, cachorros, crianças, vacas ou carros vindo na mao oposta. Eu pulava todos eles.

Bom, no período da faculdade e após não pratiquei muita coisa. Comecei a nadar para nao enferrujar e fazia uma corridinha pelo bairro. Andar de bicicleta? Aprendi com 22 anos. Quem me ensinou foi uma menina de 12 que era o capeta em forma de gente! Ela andava na bike do irmao que dava dois dela e descia as ladeiras sem freios e sem maos!! Doida, doida!! Tomei muitos tombos mas aprendi a pilotar minha Cecizinha cor de rosa com cestinha. Que na verdade nem era minha. Era da minha mae. Pra dizer a verdade minha primeira bike foi comprada na Bahia.

Quando cheguei na Bahia caí no ócio total. Era do trabalho para casa e vice-versa. A consequencia veio rápido. Oito kilos e dois números a mais na calça jeans! Quando perdi minha última calça de magra resolvi fazer algo a respeito e comecei a fazer HapKiDo. Fase boa. Recuperei minha flexibilidade perdida e deixei nos tatames alguns quilos. Cheguei até a faixa amarela. Aí chegou a fase de treinar quedas e sinceramente.... Não gosto de cair! Desisti. Entrei para a academia para nao engordar tudo de novo

ODIAVA academia!! Achava tudo um saco! Mas como queria emagrecer, encarei. Um belo dia, na mesa do almoço comentei com um amigo do trabalho o quanto detestava aqueles exercícios chatos. Como eu queria fazer um esporte que misturasse as coisas. Que tivesse um pouco de cada modalidade. Como triatlo, mas não exatamente igual... Será que o que eu quero existe?

Aí ele me disse: - Você tem que fazer corrida de aventura! É a sua cara, você vai adorar!! Tem uma provinha neste fim de semana. Curtinha! 30km!

- Você tá doido??? 30 km??? Não vou aguentar!

A verdade é que encarei. Fui com Tadeu. Depois de muita lama, muitos bois e muita diversão, chegamos em último lugar.... duas horas depois da penultima dupla....

Daí em diante foi natural. Comprei uma bike usada, tomei muitos tombos, aprendi a remar, tomei sustos. Cada competição é uma oportunidade de aprender algo novo, conhecer gente e me divertir.

Amo muito essa turma toda doida!!!

Lucy.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Do mato vim, para o mato voltei!







Enquanto espero as meninas(Penélopes) escreverem como começaram em Corrida de Aventura, eu conto mais umas estórias pra vocês.
Foi um verdadeiro redescobrimento naquela primeira Corrida de Orientação!! Me senti quase em casa! Nasci, praticamente, na roça. Passava parte das férias na casa da minha avó e outra parte na Fazenda dos meus pais. (Prefiro chamar de roça mesmo!) Não era fazenda. Ambas ficavam em beira de estrada. Plantava-se para comer. O leite da vaca era só pro uso da casa.

Na casa da minha avó tinha dois pés de café, um de maracujá, lima, limão.. Tinha chiqueiro. As galinhas ficavam soltas a perambular. O burro só era usado para as necessidades da roça. E eu participava de tudo que qualquer pessoa pode imaginar que se faz na roça, desde os afazeres domésticos, que eram seguidos quase em forma de ritual, até a plantação de fumo e mandioca.

A casa de farinha funcionava de quarta a sexta. Não perdia nada! Raspava mandioca direitinho, mexia farinha e ficava fuçando onde não me deixavam mexer. Descia um ladeirão enorme pra trazer água da fonte pra casa e ainda voltava toda metida com a lata d’água na cabeça apoiada numa rodilha(aquele pano que enrola e coloca na cabeça pra apoiar a lata.). Pois é! Eu carreguei lata d’água na cabeça! A ladeira era tão íngreme e cheia de pedras que, algumas vezes, pegava no chão pra subir. Também lavava a roupa no rio perto da fonte. E, quando enjoava do trabalho, (Criança enjoa rapidinho de lavar roupa.. RS!) catava jenipapo para comer cortadinho com açúcar na hora do lanche. Também dava pra pescar uns camarões com “jereré” naquele rio raso. Sem contar com o banho, que era imperdível.

Participava também de todos os procedimentos de produção do café e do dendê que serviam apenas para uso dos moradores da casa e poucos amigos. Amava moer o café no pilão! Tem mais! Eu ia pra plantação de fumo e também aparecia no dia que estava marcado para enrolar o fumo pra vender na feira.

Gente! Minha avó era daquelas doceiras que iam até a festa da igreja com o tabuleiro na cabeça pra vender seus kitutes. Ela e mais umas três ajudantes passavam uns dois dias fazendo bolachinha de goma, cocadinha, bolos de todos os tipos. Tudo no forno à lenha. E no domingo acordavam às 4 da manhã pra ir até o vilarejo onde a festa acontecia. Fui uma certa vez a um lugar chamado Panelas. Tenho curiosidade de, um dia, refazer o percurso pra ver quanto andei mesmo. Não sei ao certo quantos quilômetros dava até lá, mas lembro que foi uma caminhada bem árdua para uma menina de 7 anos. E minha avó ainda andava com um tabuleiro enorme na cabeça. Ela era tão braba que me tratava como se eu fosse daquele mundo e aguentasse o tranco. Sei que fazia de tudo, me ocupava horrores, sem ter muito tempo pra sentir saudades. Acho que até uns 10 anos ainda fazia isso... Passava sempre mais de um mês na casa da minha avó. Mas, quando faltava uma semana pra minha mamãezinha me pegar, começava a dor no peito. Passava as tardes debruçada na janela olhando o pedacinho de estrada que dava pra ver lá de cima, na esperança de ver aquele chevete Marajó aparecer pra me resgatar do mato.

O que não falta é estória de mato em minha vida! Acho que é por isso que passo tanto tempo pelo mato afora sem me fazer a velha pergunta : “Que diabos estou fazendo aqui?”

sábado, 4 de dezembro de 2010

Remo das Penélopes



Então fomos remar bem cedinho na rua K, em Itapuã. Eu, Lucy e Maíra. Os retardatários, Mauro, Gabi, Piriquita e Papagaio (são os filhos, viu!?), chegaram quando já estávamos no fim do treino.

Saímos a remar pelo mundo afora. Maíra num caiaque simples. Lucy e eu no duplo. Conforme combinado, todas as Penélopes deveriam saber fazer leme. Hoje foi o treino de Lucy. Um treino bem engraçado, diga-se de passagem. Primeiro saímos em direção à África, dois segundos depois estávamos em direção ao Farol da Barra, daí resolvemos ir para terra, depois para o Farol de Itapuã. RS! E assim sucessivamente! Giramos, giramos e giramos! E, enquanto girávamos a cada direção, eu ficava gritando: "África! Aí vamos nós!" "Vamos para o farol da Barra!" "Terra à vista!" "Farol de Itapuã! Vamos até lá!"

Maíra, coitada, se aproximou. Ou fomos nós que nos aproximamos dela?! Mas fiz questão de dizer que o mar era pequeno demais para nós, que ela não podia ficar se batendo em nosso caiaque daquele jeito tão agressivo.

Bom! Gargalhadas à parte, aprender a fazer leme é uma atitude que requer treino persistente e concentração. No começo parece que não vai engrenar mesmo e, se a pessoa não tiver paciência, desiste rapidinho. Lembro que comigo foi bem assim e não tive ninguém pra me dizer isso. Quem tem facilidade não entende as dificuldades de "Tico e Teco" pra processar a informação. Mauro tinha paciência mas, nasceu pra fazer leme e nem imaginava o tamanho da dificuldade pra outra pessoa.

Mesmo com toda a diversão, fizemos o treino de verdade. Sincronizando, mirando no objetivo, ajustando. Lucy aprendeu a fazer leme. Agora é só treinar pra fazer a coisa sem pensar.

Se eu posso, qualquer um pode! Acredite! Já fui muito pior! rs!

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Tudo começou com a Corrida de Orientação




Nem pensava em ser atleta! Lá em Catu, cidade onde eu nasci, não perdia nem batizado de boneca. Mas, nem sonhava em ser atleta. Vivia inventando arte. Tinha um curso de jazz, eu tava lá. Tinha aula de capoeira baratex, lá estava Luluzinha. Veio uma companhia de teatro.. também quero! Minha mãe se via doida! Em Catu nem tinha Academia de ginástica.. rs! Era tudo na escola. E na escola eu também fazia a farra! Participava de tudo! Só não dava pra ser baliza na banda de sete de setembro. Quem colocaria uma belezura dessa de perninhas finas pra ser baliza?? Mas, bem que eu queria fazer aquelas acrobacias na frente da banda.

Na fase adulta vieram os filhos do meu casamento com Xuxu(não consegui mudar o apelido depois que nos separamos, rs!). Ao invés de engordar, emagreci e continuei fazendo academia de vez em quando. Olha! Eu não corria na esteira com medo de cair. Vi uma cena de queda de uma esteira de academia que nunca esqueci. A mulher se epatifou de um lado, o som voou pro outro e imaginem que mico doido! Pois é! Eu era desengonçada demais pra fazer essas coisas. Muito movimento sincronizado pro meu gosto. Saía pra correr e não chegava a 500m. Os bofes pareciam que iam voar pela boca.

Foi em 2005, aos 34 anos, que algumas coisas começaram a mudar em minha vida. Xuxu já tinha feito uma Corrida de Aventura e eu achava aquilo uma coisa de maluco! A noite inteira no mato sem dormir! Entrando em rio no escuro! E as cobras? Como é que a pessoa pedalava no breu? Como aguentavam? Quanta insanidade!

Veio então uma notícia numa terça à noite. Xuxu chegou dizendo que tinha me inscrito numa Corrida de Orientação em dupla com Gabi. O detalhe é que não sabia do que se tratava, nem o que vestir mas, como Gabi era veterana em Corrida de Aventura, achei que estava segura. Que inocência! Chegando lá, Gabi não sabia nem olhar o mapa e, não sei por que cargas d'água, alguém achou que eu saberia.

Lembro que a gente saiu correndo e perguntando pra que lado era o prisma. Só que as pessoas estavam fazendo suas provas e indo embora. Quando chegamos no meio da corrida, não tinha mais ninguém pra perguntar. Daí a gente teve que se virar mesmo. Me recusei a desistir! Peguei o mapa, olhei pra ele, ele olhou pra mim e começamos uma bela amizade. E assim, completamos a prova em 3:40h. Olha pessoal! essas provas duram, no máximo, na pior das hipóteses, 2 horas. Imaginem?
Detalhe, ficamos em primeiro lugar porque só tinha a gente na categoria! Fiquei toda orgulhosa e as crianças felicissimas por verem a mamãe ganhando medalha.

E foi assim que comecei a navegar! Perdida no meio do mato! Deu vontade de ser atleta!