quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Adeus Ano Velho! Feliz Ano Novo!

Fim de ano! Tempo de renovar os pensamentos, as energias, a vida. Isso me lembrou uma música de Paulinho Moska.

...
Meu amor
O que você faria se só te restasse um dia?
Se o mundo fosse acabar
Me diz o que você faria
Ia manter sua agenda
De almoço, hora, apatia
Ou esperar os seus amigos
Na sua sala vazia
Meu amor
O que você faria se só te restasse um dia?
Se o mundo fosse acabar
Me diz o que você faria
Corria prum shopping center
Ou para uma academia
Pra se esquecer que não dá tempo
Pro tempo que já se perdia
Meu amor
O que você faria se só te restasse esse dia
Se o mundo fosse acabar. Me diz, o que você faria

Andava pelado na chuva

Corria no meio da rua

Entrava de roupa no mar

Trepava sem camisinha

Meu amor

O que você faria?
O que você faria?
Abria a porta do hospício
Trancava a da delegacia
Dinamitava o meu carro
Parava o tráfego e ria
Meu amor
O que você faria se só te restasse esse dia?
Se o mundo fosse acabar
Me diz o que você faria

http://www.youtube.com/watch?v=9Gc_9zuNom8&feature=related

...

Quantas vezes a gente já se pegou repetindo no final do ano:
"No ano que vem vou mudar a minha vida."
Que 2011 seja de reflexões e mudanças sempre para melhor!




FELIZ ANO NOVO CHEIO DE NOVIDADES BOAS!

Treino Natalino



A família toda foi passar o Natal no mato! Metade nos Varões(a roça onde meus pais moram) e a outra metade ficou no Tabuleiro(a roça que minha avó tem). Já viram que não tem quase ninguém que não tenha vindo da roça nessa família!?


Fiquei matutando como faria o meu treino solitário de bike, já que fui com todos os apetrechos e os ciclistas debandaram. Resolvi ir pedalando até a casa da vovó( são só 10km) para uma visita matinal.


Acordei cedo, tomei um café bem gostoso e fui dar um até logo para a minha mãe que estava molhando as plantas no terreiro. Ela veio com uma conversa ponderada sobre os perigos que uma mocinha como eu corre, pedalando solitária pela estrada afora. Pedi então que listasse coisas que poderiam me fazer desistir da empreitada. Boi!? Bêbado!? Pneu furado!? Cachorro!? Aquela ladeira enorme!? Dei até logo para a mamãe e fui.


O caminho foi bem tranquilo! O primeiro trecho tem ladeiras bem suaves, muita caixa de areia, cachorro manso, alguns bêbados discretos remanescentes do dia anterior, uma porteira quebrada, uma ponte sobre o rio sujinho coitadinho, mais areia, mata-burro, curva acentuada, outro mata-burro e começa um ladeirão de 1,7km. Subi de mansinho... suando... maneiranando.


O trecho do planalto tem muita poeira. É a parte que faz a pessoa chegar em casa com cor de ferrugem, o nariz cheio de meleca e o cabelo bem duro. Mas a vista é compensadora! Antes da casa da vovó ainda tem uma vila, umas curvas acentuadas e tcharammm! Casa da vovó!


"Bêncão vó!?" Tomei café com cuscuz e voltei pra roça(Varões) quase voando. Curvas acentuadas, vilarejo, poeira para mais meleca no nariz, descida irada de 1.7km, mata-burro, curva acentuada, mata-burro, areia, ponte do rio sujinho, porteira quebrada, bêbado, cachorro mansinho, areia, ladeiras suaves e pronto. "Cheguei mamãe!"


Ah! Gostoso de tudo isso é ficar embaixo da limeira com uma faquinha, chupando lima e conversando com os próprios botões. Depois, descer até a fonte pra tomar um banho bem gelado! Daqueles que congela a alma e rejuvenesce uns dez anos!

Repeti a dose no outro dia. Só que, dessa vez, os cachorros correram atrás de mim por um tempão. Ainda encontrei uma boiada com direito a vaca parida no pacote. Pressentimento de mãe é uma coisa séria!


Meu primo Lucas estava me esperando no Tabuleiro para uma transição. Voltei correndo, enquanto ele pedalava a minha bicicleta e perguntava trilhões de coisas de Corrida de Aventura. E cheguei em casa com mais um candidato a Corredor para aumentar o número de participantes do nosso esporte tão bacana!

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Se vira nos trinta!



Coisas que uma Penélope precisa fazer no dia a dia:

1. Acordar cedo pra treinar;

2. Arrumar o café das crianças;

3. Levar filho na escola;

4. Trabalhar;

5. Pegar filho de volta;

6. Ver o que a funcionária vai fazer pro almoço;

7. Passar no mercado;

8. Almoçar e ver como estão as coisas e pessoas;

9. Levar a pequena na escola;

10. Ops! O grande tem inglês e judô;

11. Ôpa! A pequena já teve inglês e natação de manhã;

12. Trabalhar à tarde;

13. Passar na padaria na volta do trabalho;

14. Pegar filha na escola;

15. Escrever no blog;

16. Ir ao médico de vez em quando;

17. Levar as crianças ao médico;

18. Fazer faxina nas crianças(ouvidos, unhas, umbigos sujos, etc, etc, etc...);

19. Fazer as minhas unhas pra ficar "biita";

20. Cabeleireiro uma vez na vida;

21. Olhar como a turma vai na escola;

22. Ir ao cinema ver alguma coisa de adulto de vez em quando;

23. Levar as crianças ao cinema no fim de semana;

24. Dar atenção aos amigos;

25. Levar às festas dos coleguinhas (não esquecendo do presente, please!);

26. Pegar as três sobrinhas para o fim de semana na casa da titia (no caso, eu!);

27. Ter cinco filhos muitos fins de semana e nas férias sem falta (meus dois e as três sobrinhas);

28. Ter sempre bom humor;

E aí!?! Não chegou em trinta? Ah! É porque esqueci de muita coisa!

Essa vida de Penélope é um sufoco! Mulher tem tantas atividades! Precisa ser muito Agreste pra ser tanta coisa ao mesmo tempo!



domingo, 26 de dezembro de 2010

Proposta Indecente








Um dia recebi uma proposta de um atleta de Corrida de Aventura que dizia mais ou menos assim: "-Quer ganhar uma Corrida de Aventura? Ficar em primeiro!? Saia dessa equipe (ele tava falando da Aventureiros do Agreste) e vamos montar uma equipe só com os mais fortes!"



É claro que o objetivo era, prioritariamente, ganhar. E compreendo perfeitamente que pessoas competitivas de verdade pensam em ganhar de verdade. Sentimentos involuntários me fizeram refletir o sentido que a Corrida de Aventura representou pra mim durante todos esses anos. Sou uma pessoa competitiva! E disso todo mundo sabe! Mas acabo definindo a minha competitividade com um "só sou pilhada".


Nunca ganhei um centavo sequer pra fazer o esporte que faço. Corro por satisfação pessoal, pra ampliar meus horizontes, pra conhecer lugares onde poucos conseguem ir. Corro porque amo estar com os meus amigos pelos matos afora, sem saber ao certo o que vou encontrar. Corro pela alegria de achar um PC. Pela satisfação em chegar. Pelo sofrimento compartilhado. Pelo sentimento de amizade e confiança que se fortalece a cada prova.

Enfim, não troco meus amigos e as minhas amigas por uma vitória sequer! Nem umazinha! Quero ganhar com eles! Mesmo que seja só experiência. RS!

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

OH! OH! OH!



Desejamos que o Papai Noel mantenha todos os votos de prosperidade. Prosperidade no amor, no dinheiro, na saúde, na paz, na felicidade, na energia positiva.

Que as nossas vidas sejam prósperas e felizes.

Que nossos amigos amem e sejam amados.

Que as crianças, todas as crianças, sejam iluminadas.

Que a paz esteja em todos os lares e nas ruas também.

Que a Energia Divina esteja sempre perto de nós.

Que as intenções e as ações sejam sempre as melhores.

Que possamos emanar energia positiva para os nossos amigos e não tão amigos com palavras, gestos e atitudes.

Que nossos anjos da guarda guiem sempre nossos caminhos, seja trilha estradão ou mata fechada, afinal, tem horas na vida em que a gente precisa rasgar mato nos "peitos".



FELIZ NATAL!



quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Sem comentários!

"Cada dia que vivo, mais me convenço de que o despedício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta de quem não se arrisca, e que, equivocando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade. A dor é inevitável, o sofrimento é opcional"







Carlos Drumond de Andrade

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Dica de Corrida


   De todas as modalidades que eu gosto em Corrida de Aventura, a melhor é a corrida. Adoro correr! Tenho sensação de liberdade, de poder ir onde quiser. Levo meu par de tênis pra todas as viagens. Taí outra vantagem da corrida: um par de tênis e uma roupinha micro resolvem qualquer parada! Fica mais fácil do que viajar com uma bicicleta. Depois de fazer uma pequena pesquisa sobre o lugar, só pra saber se é muito perigoso (Se for pouco perigoso sou capaz de sair correndo mesmo assim), acordo cedo e saio pra conhecer tudo do meu jeito. Correndo.
   Em Miami foi assim. Passei dez dias viajando com três amigas preguicites. Vou dizer o nome delas pra ver se tomam vergonha em suas respectivas caras e começam a malhar. Vanessa, Linda e Andréa. Enquanto as três caras de pau dormiam, eu saia do quarto bem cedinho, na ponta dos pés, pra correr. Dava voltas pela cidade, depois contava dos meus passeios e devaneios.
   Mas queria falar de São Paulo. Fui passear por lá na semana passada pela primeira vez. A impressão que as pessoas me passavam era de uma cidade de trânsito congestionado, rios poluídos, céu nublado e pessoas ocupadas. Mas parece que fui presenteada com um fim de semana bem tranqüilo. O rio é podre mesmo! O trânsito deve ter dias piores. Não fui apresentada as pessoas. Conheci uma cidade de céu azul e bem arborizada!
   O Parque do Ibirapuera é “A DICA” pra quem não agüenta ficar parado. Tem segurança, pra começo de conversa. Os guardinhas estão presentes por toda parte. As árvores são imensas! Tem um lago lindo cheio de patinhos a nadar! Você ainda pode escolher se quer correr na trilha ou na pista pavimentada. Dá pra andar de bicicleta também. Segundo depoimentos, nem parece que você está em São Paulo. É lindo mesmo! Vale à pena conhecer!
   Atualmente quem passeia por lá pode escolher entre suas diversas atrações o Museu de Arte Moderna (MAM), o Pavilhão da Bienal, a Oca, o Pavilhão Japonês, o Planetário e o Viveiro. Além disso, há várias áreas para atividades físicas, ciclovia, 13 quadras e playgrounds. E a entrada de cães é permitida.
   O Parque do Ibirapuera é o mais frequentado de São Paulo e tem o maior número de atrações. Recebe cerca de 20 mil visitantes de segunda a sexta, 70 mil aos sábados e 130 mil aos domingos.
Quer saber mais? Fonte visitada  www.cidadedesaopaulo.com

Primeiro pedal de Lulu Penélope do Agreste


   Depois das primeiras Corridas de Orientação ganhei de Xuxu um presente de grego! Uma bicicleta de ferro, daquelas de supermercado. Na verdade, ele ganhou no sorteio de fim de ano do trabalho e repassou o bagulho! Rs! Bom! As bicicletas da equipe(Aventureiros do Agreste) não eram lá essas coisas. Mas, diante das bicicletas usadas em Corrida de Aventura, aquela era bem “peba”! Não planejei usá-la em Corrida de Aventura e nem queria fazer Corrida de Aventura mesmo. Sem queixas, por favor, Luluzinha! Obrigada Xuxu!
   Não sabia passar marcha de bicicleta, morria de medo de cair. Trilha nem pensar!
   O pessoal da Aventureiros do Agreste, me convidava para pedalar no fim de semana e eu só enrolava. Dizia que não tinha com quem deixar as crianças ou dava outra desculpa esfarrapada. Meses depois, quando o repertório de desculpas acabou, comecei a prestar atenção na situação das pessoas que saiam da aula spinning na academia. Pensava que não agüentaria fazer uma aula inteira, mas fiquei motivada! Fiz quatro aulas antes do dia de aceitar ir para a trilha.
   Finalmente, fui pedalar com a minha linda bicicleta de ferro, que já estava toda oxidada antes do primeiro passeio. Previsão de uns 25km, saindo da minha casa. Acho que eles vieram me buscar pra eu não fugir. Foi...! Vieram...!
   Os primeiros 5km foram “beleza pura”! Entramos em Abrantes, já pegando o estradão num trecho sem muitas ladeiras. Em seguida começaram umas subidas leves, pra depois a coisa ficar mais pesada. (Na época era bem pesado pra mim!)
   Meu Deus! Eu nem acreditava onde tinha me metido só de olhar pra cima. A ladeira começava, virava pra direita e ia indo, sabe como é?! Mesmo seguindo as instruções de usar a marcha mais leve e ir devagar pra não cansar, a coisa era dificílima! Todos já estavam lá em cima, olhando, enquanto eu sofria pra subir. A vontade de parar veio à tona. A perna doía e meu peito ardia pra respirar. Comecei a me concentrar, a fazer mentalização.
   Meu batimento estava em 188 quando terminei os procedimentos de subida. Foi uma comemoração danada! Com o batimento a 188(Repeti de propósito mesmo!) e os bofes quase saindo pela boca, o pessoal informou que só eu tinha conseguido subir aquela ladeira de primeira. Fiquei toda orgulhosa do meu feito!
   Esse trecho de estradão de barro em Abrantes é de 14km, o resto é de asfalto. Apesar de ser pertinho da cidade, fica na zona rural. O cheiro de mato é uma delícia! Tem cachorro pra correr atrás da bicicleta. Dá pra engolir mosquito se falar muito. (Imaginem quantos mosquitos eu já engoli!) As árvores são frondosas e chegam a cobrir a estrada. A lama aparece quando chove. Com todo sofrimento, ainda consegui sentir o vento no rosto do qual as pessoas tanto falam que sentem nas pedaladas.
   Subi as últimas ladeiras pra chegar em casa nos últimos suspiros de fôlego, com o bumbum dolorido, os braços e os ombros tremendo de tanta tensão. Mas, gostei daquilo. Gostei do desafio embora o medo ainda fosse muito maior do que a vontade de voltar lá. Tinha que me trabalhar bastante pra sentir coragem de sair aos sábados pra pedalar. Mesmo assim, fui adiante! A turma não gostava muito de treinar. Descobri uma turma liderada por Jilvan, que tem uma loja de bicicleta, que pedalava nos fins de semana. Comecei a ir com eles e entrar em trilhas mais estreitas.
   E, mesmo sem ter uma bicicleta de competição, fui convidada a correr na equipe por causa de uma distensão de Gabi. Em março de 2006 estava na linha de largada da Paletada Adventure, na Praia do Forte, fazendo a primeira minha Corrida de Aventura. E isso já é outra estória! Depois eu conto.
   Comentário básico: Com o passar do tempo, descobri que eles (Leia-se Mauro) chamam qualquer pessoa pra correr. Mas eles ju-ra-ram que perceberam que eu tinha uma coisa de corredor de aventura chamada “sanguenozóio”. E isso eu tenho mesmo!

domingo, 19 de dezembro de 2010

Vamos comemorar!

   Vivaaaaaa! Nosso blog começou em maio de 2010. Na semana passada, já estávamos com mais de 1000 visualizações de páginas. Vocês sabem o que significa isso? Não sei muita coisa em números, afinal, deve haver tantos blogs na internet, com tanta gente participando. Mas, pra nós, isso é motivo de grande alegria! Imagine que nosso dia a dia é uma loucura com tantas atividades que a vida moderna nos impõe. E a pessoa ainda tem um tempinho pra dar uma olhadinha em nosso Blog. Isso é muito legal! É uma honra!
   Tem gente de toda a parte lendo as nossas postagens. Brasil, Estados Unidos, Canadá, Croácia, Rússia, Espanha e Alemanha. Isso, por enquanto! Olhem que coisa chique! Foram 37 comentários nesse período.
   E, só pra aumentar as possibilidades dos passageiros em nossas viagens, tem uma outra forma de participação. Você pode dizer o que achou da leitura marcando as lacunas no final do texto. Vou fuçar mais esse troço pra ver se me familiarizo mais com os recursos disponíveis.
   O principal objetivo é escrever sobre Corrida de Aventura e sobre a Corrida da Vida. E a melhor parte da história é saber que não estamos falando sozinhos. Então vamos comemorar! Entrem quando quiserem e participem!!

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Olha Lucy contando como começou!

Sempre gostei de esportes. Quando era pequenininha lá em Nova Iguaçu, minha ídola era a Nadia Komaneci (é assim que se escreve???). Mae, eu quero fazer aquele negócio que ela faz! É ballet? Meu pai explica: Não, filha aquilo lá se chama Ginástica Olímpica e não dá para você fazer. Aqui não tem onde treinar e mesmo que tivesse, seu pai nao tem dinheiro para pagar... Fiquei triste, mas naquela época eu entendia que quando não tem jeito, não há o que fazer...

Aí me apaixonei pelo Jazz, pelo Volei, pelo basquete... Não me aprofundei em nada. Só experimentava e logo parava. O que mais gostei foi da fase jazz. Ali aprendi a ser flexivel. Eu fazia os passos daquele filme " Flashdance". Adorava aquele filme! Guardo a flexibilidade até hoje e isso me é muito útil, especialmente para pular cercas e evitar caimbras.

Ah, eu tinha uma especialidade! Correr atrás do ônibus! Nessa ninguém me pegava! Eu era conhecida no meu bairro por cada dia chegar mais atrasada no ponto e aí ter que correr mais rápido para pegar o tal do ônibus. Esse passava regularmente a cada 20 minutos. Perdê-lo significava perder o primeiro tempo do colégio, mais tarde o primeiro tempo do estágio ou a aula de inglês. Eu morava há exatos 60 km ou três ônibus do Colégio, posteriormente da Faculdade e consequentemente do Trabalho. Eu morava no fim do mundo! E os ônibus eram muito escassos. Daí, me tornei expert em "corrida com obstáculos para alcançar ônibus". Se tivesse campeonato eu teria sido campea brasileira, ou quem sabe olímpica (!). Os obstáculos eram desde poças de lama, até idosas, cachorros, crianças, vacas ou carros vindo na mao oposta. Eu pulava todos eles.

Bom, no período da faculdade e após não pratiquei muita coisa. Comecei a nadar para nao enferrujar e fazia uma corridinha pelo bairro. Andar de bicicleta? Aprendi com 22 anos. Quem me ensinou foi uma menina de 12 que era o capeta em forma de gente! Ela andava na bike do irmao que dava dois dela e descia as ladeiras sem freios e sem maos!! Doida, doida!! Tomei muitos tombos mas aprendi a pilotar minha Cecizinha cor de rosa com cestinha. Que na verdade nem era minha. Era da minha mae. Pra dizer a verdade minha primeira bike foi comprada na Bahia.

Quando cheguei na Bahia caí no ócio total. Era do trabalho para casa e vice-versa. A consequencia veio rápido. Oito kilos e dois números a mais na calça jeans! Quando perdi minha última calça de magra resolvi fazer algo a respeito e comecei a fazer HapKiDo. Fase boa. Recuperei minha flexibilidade perdida e deixei nos tatames alguns quilos. Cheguei até a faixa amarela. Aí chegou a fase de treinar quedas e sinceramente.... Não gosto de cair! Desisti. Entrei para a academia para nao engordar tudo de novo

ODIAVA academia!! Achava tudo um saco! Mas como queria emagrecer, encarei. Um belo dia, na mesa do almoço comentei com um amigo do trabalho o quanto detestava aqueles exercícios chatos. Como eu queria fazer um esporte que misturasse as coisas. Que tivesse um pouco de cada modalidade. Como triatlo, mas não exatamente igual... Será que o que eu quero existe?

Aí ele me disse: - Você tem que fazer corrida de aventura! É a sua cara, você vai adorar!! Tem uma provinha neste fim de semana. Curtinha! 30km!

- Você tá doido??? 30 km??? Não vou aguentar!

A verdade é que encarei. Fui com Tadeu. Depois de muita lama, muitos bois e muita diversão, chegamos em último lugar.... duas horas depois da penultima dupla....

Daí em diante foi natural. Comprei uma bike usada, tomei muitos tombos, aprendi a remar, tomei sustos. Cada competição é uma oportunidade de aprender algo novo, conhecer gente e me divertir.

Amo muito essa turma toda doida!!!

Lucy.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Do mato vim, para o mato voltei!







Enquanto espero as meninas(Penélopes) escreverem como começaram em Corrida de Aventura, eu conto mais umas estórias pra vocês.
Foi um verdadeiro redescobrimento naquela primeira Corrida de Orientação!! Me senti quase em casa! Nasci, praticamente, na roça. Passava parte das férias na casa da minha avó e outra parte na Fazenda dos meus pais. (Prefiro chamar de roça mesmo!) Não era fazenda. Ambas ficavam em beira de estrada. Plantava-se para comer. O leite da vaca era só pro uso da casa.

Na casa da minha avó tinha dois pés de café, um de maracujá, lima, limão.. Tinha chiqueiro. As galinhas ficavam soltas a perambular. O burro só era usado para as necessidades da roça. E eu participava de tudo que qualquer pessoa pode imaginar que se faz na roça, desde os afazeres domésticos, que eram seguidos quase em forma de ritual, até a plantação de fumo e mandioca.

A casa de farinha funcionava de quarta a sexta. Não perdia nada! Raspava mandioca direitinho, mexia farinha e ficava fuçando onde não me deixavam mexer. Descia um ladeirão enorme pra trazer água da fonte pra casa e ainda voltava toda metida com a lata d’água na cabeça apoiada numa rodilha(aquele pano que enrola e coloca na cabeça pra apoiar a lata.). Pois é! Eu carreguei lata d’água na cabeça! A ladeira era tão íngreme e cheia de pedras que, algumas vezes, pegava no chão pra subir. Também lavava a roupa no rio perto da fonte. E, quando enjoava do trabalho, (Criança enjoa rapidinho de lavar roupa.. RS!) catava jenipapo para comer cortadinho com açúcar na hora do lanche. Também dava pra pescar uns camarões com “jereré” naquele rio raso. Sem contar com o banho, que era imperdível.

Participava também de todos os procedimentos de produção do café e do dendê que serviam apenas para uso dos moradores da casa e poucos amigos. Amava moer o café no pilão! Tem mais! Eu ia pra plantação de fumo e também aparecia no dia que estava marcado para enrolar o fumo pra vender na feira.

Gente! Minha avó era daquelas doceiras que iam até a festa da igreja com o tabuleiro na cabeça pra vender seus kitutes. Ela e mais umas três ajudantes passavam uns dois dias fazendo bolachinha de goma, cocadinha, bolos de todos os tipos. Tudo no forno à lenha. E no domingo acordavam às 4 da manhã pra ir até o vilarejo onde a festa acontecia. Fui uma certa vez a um lugar chamado Panelas. Tenho curiosidade de, um dia, refazer o percurso pra ver quanto andei mesmo. Não sei ao certo quantos quilômetros dava até lá, mas lembro que foi uma caminhada bem árdua para uma menina de 7 anos. E minha avó ainda andava com um tabuleiro enorme na cabeça. Ela era tão braba que me tratava como se eu fosse daquele mundo e aguentasse o tranco. Sei que fazia de tudo, me ocupava horrores, sem ter muito tempo pra sentir saudades. Acho que até uns 10 anos ainda fazia isso... Passava sempre mais de um mês na casa da minha avó. Mas, quando faltava uma semana pra minha mamãezinha me pegar, começava a dor no peito. Passava as tardes debruçada na janela olhando o pedacinho de estrada que dava pra ver lá de cima, na esperança de ver aquele chevete Marajó aparecer pra me resgatar do mato.

O que não falta é estória de mato em minha vida! Acho que é por isso que passo tanto tempo pelo mato afora sem me fazer a velha pergunta : “Que diabos estou fazendo aqui?”

sábado, 4 de dezembro de 2010

Remo das Penélopes



Então fomos remar bem cedinho na rua K, em Itapuã. Eu, Lucy e Maíra. Os retardatários, Mauro, Gabi, Piriquita e Papagaio (são os filhos, viu!?), chegaram quando já estávamos no fim do treino.

Saímos a remar pelo mundo afora. Maíra num caiaque simples. Lucy e eu no duplo. Conforme combinado, todas as Penélopes deveriam saber fazer leme. Hoje foi o treino de Lucy. Um treino bem engraçado, diga-se de passagem. Primeiro saímos em direção à África, dois segundos depois estávamos em direção ao Farol da Barra, daí resolvemos ir para terra, depois para o Farol de Itapuã. RS! E assim sucessivamente! Giramos, giramos e giramos! E, enquanto girávamos a cada direção, eu ficava gritando: "África! Aí vamos nós!" "Vamos para o farol da Barra!" "Terra à vista!" "Farol de Itapuã! Vamos até lá!"

Maíra, coitada, se aproximou. Ou fomos nós que nos aproximamos dela?! Mas fiz questão de dizer que o mar era pequeno demais para nós, que ela não podia ficar se batendo em nosso caiaque daquele jeito tão agressivo.

Bom! Gargalhadas à parte, aprender a fazer leme é uma atitude que requer treino persistente e concentração. No começo parece que não vai engrenar mesmo e, se a pessoa não tiver paciência, desiste rapidinho. Lembro que comigo foi bem assim e não tive ninguém pra me dizer isso. Quem tem facilidade não entende as dificuldades de "Tico e Teco" pra processar a informação. Mauro tinha paciência mas, nasceu pra fazer leme e nem imaginava o tamanho da dificuldade pra outra pessoa.

Mesmo com toda a diversão, fizemos o treino de verdade. Sincronizando, mirando no objetivo, ajustando. Lucy aprendeu a fazer leme. Agora é só treinar pra fazer a coisa sem pensar.

Se eu posso, qualquer um pode! Acredite! Já fui muito pior! rs!

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Tudo começou com a Corrida de Orientação




Nem pensava em ser atleta! Lá em Catu, cidade onde eu nasci, não perdia nem batizado de boneca. Mas, nem sonhava em ser atleta. Vivia inventando arte. Tinha um curso de jazz, eu tava lá. Tinha aula de capoeira baratex, lá estava Luluzinha. Veio uma companhia de teatro.. também quero! Minha mãe se via doida! Em Catu nem tinha Academia de ginástica.. rs! Era tudo na escola. E na escola eu também fazia a farra! Participava de tudo! Só não dava pra ser baliza na banda de sete de setembro. Quem colocaria uma belezura dessa de perninhas finas pra ser baliza?? Mas, bem que eu queria fazer aquelas acrobacias na frente da banda.

Na fase adulta vieram os filhos do meu casamento com Xuxu(não consegui mudar o apelido depois que nos separamos, rs!). Ao invés de engordar, emagreci e continuei fazendo academia de vez em quando. Olha! Eu não corria na esteira com medo de cair. Vi uma cena de queda de uma esteira de academia que nunca esqueci. A mulher se epatifou de um lado, o som voou pro outro e imaginem que mico doido! Pois é! Eu era desengonçada demais pra fazer essas coisas. Muito movimento sincronizado pro meu gosto. Saía pra correr e não chegava a 500m. Os bofes pareciam que iam voar pela boca.

Foi em 2005, aos 34 anos, que algumas coisas começaram a mudar em minha vida. Xuxu já tinha feito uma Corrida de Aventura e eu achava aquilo uma coisa de maluco! A noite inteira no mato sem dormir! Entrando em rio no escuro! E as cobras? Como é que a pessoa pedalava no breu? Como aguentavam? Quanta insanidade!

Veio então uma notícia numa terça à noite. Xuxu chegou dizendo que tinha me inscrito numa Corrida de Orientação em dupla com Gabi. O detalhe é que não sabia do que se tratava, nem o que vestir mas, como Gabi era veterana em Corrida de Aventura, achei que estava segura. Que inocência! Chegando lá, Gabi não sabia nem olhar o mapa e, não sei por que cargas d'água, alguém achou que eu saberia.

Lembro que a gente saiu correndo e perguntando pra que lado era o prisma. Só que as pessoas estavam fazendo suas provas e indo embora. Quando chegamos no meio da corrida, não tinha mais ninguém pra perguntar. Daí a gente teve que se virar mesmo. Me recusei a desistir! Peguei o mapa, olhei pra ele, ele olhou pra mim e começamos uma bela amizade. E assim, completamos a prova em 3:40h. Olha pessoal! essas provas duram, no máximo, na pior das hipóteses, 2 horas. Imaginem?
Detalhe, ficamos em primeiro lugar porque só tinha a gente na categoria! Fiquei toda orgulhosa e as crianças felicissimas por verem a mamãe ganhando medalha.

E foi assim que comecei a navegar! Perdida no meio do mato! Deu vontade de ser atleta!

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Penélopes na Área!

Olha! Foi tão divertido! Que corrida deliciosa!

Muitos Aventureiros do Agreste se embrenharam pelos matos nesse fim de semana. Tadeu correu com Ígor, Mauro com um outro Ígor, Manu foi com Ítalo, Fernando com a namorada Adriana, Lucy levou Vânia(outra dupla feminina) e eu com Gabi de Penélopes.

Lá estávamos nós, na linha de largada da Explorer. Pena que poucas mulheres se aventuram a correr sozinhas e o resultado é que somos inseridas na categoria de duplas mistas.

Gabi é uma figura! Sem treino havia 15 dias, mas tira o sangue de onde não tem pra competir. Eu nem preciso falar... sempre quero ficar ali, no meio do bolo. Não tem jeito! Somos movidas a pilha! Claro que em Corrida de Aventura nunca se sabe o que pode acontecer. Cantar de galo antes de terminar uma prova é uma grande falta de noção das variantes.

O primeiro trecho da prova era um trekking dentro da Fazenda São Lucas, na Linha Verde, em Sauípe. Junto com as mais de 30 duplas, entre meninos e meninas, saímos no trotezinho para achar o PC1, que ficava num cruzamento de trilhas bem marcadas. Passando entre dois lagos, numa clareira depois da trilha, estava o PC2. O mapa tava tão bem feito que não dava pra errar muita coisa. Coqueiral, vegetação densa, lagos, eucalipto, estava tudo desenhado.

O PC3 ficava numa área alta no meio do coqueiral. E, no meio da galera, estava a Srta. Lucy Helena numa ousadia só! Vocês sabem? Aquela Penélope que estava fazendo umas provas de orientação comigo pra aprender a navegar! Toda vez que a gente se encontrava eu dizia do seu atrevimento. E não foram poucas vezes que nos encontramos. Elas pegaram vários PCs em nossa frente. Está navegando horrores! Eu criei um monstro!

PC4 na beira do riacho. E o 5 traquilex! Maaaaas, pra não dizer que não teve emoção, perdemos a trilha de volta pra fazenda. RS! Fiz um azimute e caí pra dentro do mato. Gabi dizia: “Lu! Você tem certeza de que é por aqui? Estamos fazendo muito zig zag.” Tava tudo dominado! No final do matagal todo, apareceria uma estradinha. A estrada apareceu depois que arranhamos até a alma. A perna de Gabi escorria sangue. Eu tinha espinhos nos tornozelos que pareciam agulhas de acumpultura. Fui tirar o último em casa, já enrolada na coberta pra dormir.

O calor tava demais! Um abafamento doido! E para a alegria do povo e a felicidade geral da nação, tinha um chuveirão no PC6. Um chuveirão delícia! Gabi ainda teve tempo de paparicar os filhotes lindos que fizeram o maior sucesso durante a prova.

Já de bicicleta, entramos numa trilha com bastante areia e umas ladeirinhas boas. O sol derretia nossos miolos! Faltou sombra naquele lugar. Para onde foram as árvores? Batemos o PC7 depois de Lucy, inclusive, rs! Ela já estava saindo quando chegamos lá. No caminho para o PC8 tivemos a companhia de umas duplas que ficavam competindo as ladeiras com a gente. Aproveitamos para comprar um guaraná ultra-gelado numa venda (na roça não é bar, é venda) ao lado da igreja/PC e dividimos com a galera toda.

O PC9 era uma área de transição para trekking e mudança de mapa. Essa do mapa foi ótima! Eu enxerguei o mapa de 1:7500 como um de 1:75000. Fiz todas as contas como se fosse andar muito mais. RS! Quando descemos a trilha, logo percebi o erro porque a vegetação mudou e tudo chegou muito antes do previsto. O detalhe é que, antes de largar, Mauro chegou atrasado ao briefing e pegou meu mapa pra copiar. KKKK! Fiquei imaginando a cara de “nada” que ele deve ter feito quando percebeu que fiz tudo errado!! Deve ter se retado!

Vamos lá! PC10 beleza! PC11 era a parada para tiroleza, canoagem e natação. Gabi foi para a tiroleza, eu nadei. Só que ela deu uma caruara lá em cima! Achei estranho não vê-la descendo, já que é bem mais corajosa do que eu, enquanto duas pessoas que chegaram depois faziam o percurso. Mas, no fim das contas, deu tudo certo! Ela desceu e pronunciou todos os palavrões do universo. E ainda foi paparicar as crianças pra relaxar, enquanto eu tava lá esperando pra remar. RS! Uma cara de pau!

Aí a canoa canadense quase virou com as Penélopes do Agreste! Cheias de técnica e de ginga, o que era pra ser uma voltinha no pau da bandeira, demorou um pouquinho. De lá fizemos mais uns trechos lindos de trekking. Era um lugar cheio de trilhas, com pontes estreitas, riachos, subidas, descidas e muita árvore. E enquanto a gente andava, tricotava. Teve uma hora em que fomos conversando e passando do caminho. Gilson, Calangos, quem gritou: “Ei! Vão pra onde!?” Mulher quando se junta é uma viagem! Coisa é quando correm as quatro!

O arvorismo foi no PC17. Eu subi lá cheia de molejo pela escada toda bamba! Depois de muito balançar por cima daquelas árvores, desci de rapel e fomos embora para o PC18. Íamos pela trilha mais marcada, mas Gabi me convenceu a pegar o caminho mais curto, já que o rio era raso. Ótima sugestão!

PC18, PC19, onde voltamos para as bikes no meio de um monte de equipes. Ali estavam mais duas(equipes mistas) que competiam diretamente com a gente o segundo lugar na prova. Nesse momento, todo mundo botou sangue no olho e começou a pedalar com mais força. Pra pegar os PCs 20 e 21 foi uma correria. Faltavam menos de 3km de asfalto para a chegada quando Gabi começou a gritar com câimbra. Nossa! O sofrimento de uma pessoa com câimbra é horrível! Incrível como conseguiu superar! Procuramos ficar tranqüilas, não parar, pedalando mais devagar, fazendo vácuo. Eu também não tava essas “coca-cola” toda! Mas, mesmo assim ainda ficamos a apenas 1 minuto do terceiro colocado.

Foi uma ótima prova! Corrida de Aventura é tudo de bom! Esse contato com a natureza recarrega todas as energias. E quem precisa de terapia fazendo um esporte desses?

sábado, 27 de novembro de 2010

Prontas para a festa!?

Ficha de inscrição- OK
Termo de responsabilidade- OK
Ficha médica- OK
Comprovante de pagamento- OK
Tem que preencher tudo pra levar para o check in.
A bicicleta tem que estar revisada e com uma bolsinha contendo um kit básico pra trocar pneu, se precisar. Ai meu Deus! Tomara que não precise!
Não pode esquecer de levar a bússola! Pra saber pra que lado corre, sabe!!?? Mesmo assim ainda se corre pra o lado errado. Ai minha Nossa Senhora do Caminho Certo, me ajude!
Água e comida não podem faltar na festa! Umas barrinhas de cereal ou uns gels de carboidrato. Acho que quatro dessas comidinhas tá de ótimo tamanho! Uma barrinha por hora com sobra pra o caso de demorar mais um pouquinho. E tem que beber uns goles de água a cada 30 minutos. Hidratação é fundamental! Serve a da garrafinha da bicicleta e uma mochilinha de hidratação.
O tênis tem que ser confortável. Se for mais velhinho é até melhor. A roupa também tem que cobrir as pernas e os braços, caso contrário a pessoa volta toda lapiada.
No mais é ver onde será a largada, onde vamos deixar as bicicletas, ouvir as instruções da organização, olhar o mapa e partir pro mato!
As Penélopes estarão presentes em dupla de meninas- Eu e Gabi. Já Saroca vai correr com Manu, trazendo uma turma da Monsanto pra se apaixonar pelo esporte. E Lucy vai fazer uma dupla mista com Fernando.
Nos veremos amanhã na linha de largada!

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Conversa com os universitários





Tadeu, nosso queridíssimo atleta da Aventureiros do Agreste, me fez o convite pra dar uma pequena palestra na Faculdade Unime, onde ele faz Educação Física e apresentaria um trabalho sobre Corrida de Aventura.

Não tinha como recusar e também não tinha como não trabalhar. Eu adoro falar de Corrida de Aventura! Só que os dois eventos aconteceriam às 9:30h. Pôxa! Aí a pessoa fica toda perdida! Liguei pra Tadeu na esperança do babado da Faculdade acontecer mais cedo ou mais tarde. Nada! Pro trabalho... “sim é esse horário mesmo!”

Fazer o quê? Recorrer a Zé, meu anjo da guarda. Afinal, só anjo da guarda para resolver problemas, aparentemente, sem solução. Só tive o cuidado de avisar a ele(Zé) que queria fazer as duas coisas, mas, se alguma delas não desse certo, provavelmente não era para acontecer. Fazer duas coisas ao mesmo tempo é super complicado!

Fui trabalhar em meio aos telefonemas de Tadeu, sempre dizendo que tentaria deixar a minha fala para o final, que tava no começo, no meio. Ao final do meu trabalho, liguei pra saber se dava tempo. Tadeu perguntou ao pessoal se eles esperariam e todos concordaram. No fim das contas deu tudo certo!

Eu já disse que adoro falar de corrida de aventura? Rs! Pois, eu falei tanto que Tadeu teve que avisar do adiantar da hora. Contei minhas experiências do começo, do meio e as atuais como corredora. Como tudo começou e o que mudou em minha vida depois da Corrida de Aventura. Espero mesmo que tenha contribuído para o trabalho do nosso amigo. Mais ainda! Espero ter atraído uns gatos pingados para o nosso esporte, que precisa de novos atletas para continuar existindo. Também tenho que agradecer pelo convite, ao professor e aos alunos por me esperarem. Fiquei toda feliz!

Como era mesmo que seria a minha tarde? Tranquila?! Pois é! Almocei, levei filhinha na escola, fui ao mercado, ao banco. Depois fui comprar umas tralhas de violão pro mais velho, passei pra comprar água mineral. Ufa! Corri 6km. Levei o grandão com o amigo pra fazer um lanche, peguei filhinha na escola, levei o amigo em casa...

Qualquer semelhança com uma Corrida de Aventura é mera coincidência. Correr é fácil! Difícil é administrar essa vida louca vida! Tem que ser Agreste... e Penélope!

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Por falar em Explorer...



Vai ter uma dupla de Penélopes na Corrida Explorer do dia 28 de novembro. Eu(Luciana) e Gabriella vamos representar o quarteto.
As duas sem muito treino. Todo mundo sem tempo! Mil atividades do dia a dia que nos deixam de cabelo em pé! Coisas de mulher mesmo! De Penélopes! Vamos ter que botar o lado Agreste pra fora e rebolar pra não fazer feio..
Aguardem cenas dos próximos capítulos...

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

SAIA DA TERAPIA!

Quer parar de tomar remédio pra emagrecer? Parar de tomar calmantes para dormir!? Dar um tempo da terapia? Curtir a natureza? Competir? Então você chorou no pé do caboclo certo, na hora certa!
Dia 28 de novembro vai rolar uma prova de Corrida de Aventura massa na região de Sauípe, Litoral Norte da Bahia!

A Explorer!

Serão 30km de Aventura numa prova focada na captação de novos atletas.

Modalidades:
Orientação com mapa e bússola
Trekking
Mountain Bike
Canoagem (prova especial)
Técnicas Verticais (Arvorismo, Tirolesa e Falsa-Baiana)
Natação (modalidade a ser confirmada)

Tem mais!! A Federação Bahiana de Corrida de Aventura está apoiando os novos atletas que querem participar com oficinas de navegação e mountain bike. Entre no site da FBCA e saiba de tudo!

As inscrições serão até o dia 19 de novembro. Corra pra não perder a oportunidade de sair da terapia.
Os mais velhos estarão lá para dar uma força e não parar com o vício de Aventura.

Corrida de Aventura é psicologia pura!

Mais informações:
www.fbca.com.br
www.circuitoexplorer.wordpress.com

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Cuidado! Muito cuidado! Penélopes surfando!


   Na verdade não foi bem surfaaaarrrr!
   Saroca, Manu e Ítalo foram surfar hoje. Fiquei toda animada! Peguei a prancha e uma camisa de surfista de Tiago, meu filho de 12 anos, e fui à praia de Piatã encontrar com eles.
   Por ter assistido a umas aulas do meu filhote, achei que a coisa pudesse ser um pouquinho menos difícil. Ítalo e Saroca já surfam. Manu estava entrando na água pela segunda vez, mas parecia bem familiarizado. Ítalo me deu uma aula teórica rápida. Simulei levantar da prancha duas vezes e entrei no mar no melhor estilo “heroína das águas”.
   Tomei o primeiro caldo logo na beira. Já machuquei os joelhos! Muito engraçadinho! Não conseguia sequer ficar em cima da prancha, muito menos parar de rir. Um, dois, três... vinte e oito caldos. Remando pro fundo, o banho de mar já valia por tudo! As pernas não ficavam paradas e todo o esforço resultava em mais um caldo.
   Ufa! Conseguimos chegar até o local combinado. Então veio a hora de tentar ficar sentada na prancha pra esperar a melhor onda! Mais 57 caldos. Eu me embolava com a prancha parecendo brincadeira de criança. Caía pelo lado, por trás, de todo jeito. Ela fugia de mim!
   Quando perguntei a Saroca qual era mesmo a melhor onda, ela me respondeu que a pessoa sentia na hora. "Hummm! Sei! Parece viagem de surfista."
   Enquanto isso, os três pegavam umas ondas de vez em quando. Manu quaaaase ficou em pé! E eu tentando pegar um jacarezinho, pelo menos. Foi então, depois de 324 caldos, que consegui acompanhar a onda remando. Uhuuuu! Tô conseguindo... ops! Tomei uma surra da prancha! Só não sabia que Saroca tinha pegado a mesma onda que eu, tadinha! Acabou sobrando pra ela bem na cabeça!
   Quando consegui me recompor e resgatar a prancha, Ítalo estava me chamando de doida. Disse que eu tinha dropado a onda e só me lenhei no final, quando o bico da prancha foi pra baixo. Viu tudinho. 
   RS! Na verdade, verdade, verdade mesmo, eu nem sabia o que tinha acontecido. O negócio foi tão rápido quanto um acidente de carro. A pessoa perde a memória na hora em que acontece. Pensei em perguntar se alguém tinha anotado a placa do caminhão que me atropelou. Lembro-me que tava remando e pegando jacaré... a onda veio e tchibum! Me estaboquei toda! Bati a cabeça, as pernas, engoli uns cinco litros de água e ainda machuquei Sarcoca. Mas a sensação foi boa! De água lavando a pessoa por dentro, sabe?.
   Depois dessa, preferi sair da água para evitar mais acidentes. Mas ainda saí tirando onda, segurando a prancha com jeito de quem sabe surfar e faz tudo conforme planejado. Rs!
   Uma cicatriz quer dizer “eu sobrevivi”. Vou tentar mais vezes e vou sobreviver!

domingo, 14 de novembro de 2010

INVENTANDO ARTE

Gabi sempre diz que Mauro vive inventando arte! Eu costumo completar a frase, dizendo que ele vive inventando arte e me dando trabalho.

No meio da semana ele mandou um email para o grupo Aventureiros do Agreste dizendo mais ou menos assim:

“Pessoal! Estou querendo fazer um treino de técnicas verticais na casa de Luciana ou de Marcelo. Podemos usar o tanque para o treinamento e fazer um churrasquinho na piscina.”

A pessoa convida uma galera pra comer churrasco na casa da outra pessoa na maior cara de concreto! Já sabem pra quem sobrou a incumbência de fazer o churrasquinho?

Pois é! Adoro absorver atividades!

Depois da Eco Run, Lucy e eu fizemos uma outra Maratona para comprar os ingredientes do churrasco do treino de Técnicas Verticais. Quando chegamos à casa de Marcelo, a turma já tava toda lá, esperando a carne para assar. Mauro tava pendurando gente nas cordas, as crianças tomavam banho de piscina e nós corríamos para fazer o diacho do churrasco.

A idéia era subir fazendo ascensão e descer de rapel no tanque da casa de Marcelo. E ficar na piscina comendo e batendo papo pra não perder a viagem.

Maíra e Ígor estavam na maior pressa! Fizeram o treino e foram embora. Nem pudemos ficar assistindo ao desempenho deles. Fernando e Tetsuo subiram pelas paredes direitinho, e desceram também. Ficamos assistindo, rindo, tirando fotos.

Depois veio a vez de Lucy, que também não fez feio. Teve um trabalhinho no começo. Fred fazia pirraça o tempo todo, o que acabou até estimulando a sua subida. No meio do caminho, Tetsuo resolveu fazer uma arte, quebrou a torneira do jardim e todos esqueceram Lucy pendurada na corda pra fazer o reparo. Mas, no frigir dos ovos, as coisas se resolveram.

Então eu subi. Acho até que fiquei mais à vontade do que da última vez há mais de três anos. Lá em cima não teve jeito! Tenho a maior agonia de altura. Evitei olhar pra baixo. Só sosseguei depois que Mauro me prendeu na corda do rapel e fui para a terra firme. Mas eu sei disfarçar bem o meu medo...

Então veio hora de Fred subir. Cheio de desculpas esfarrapadas “que não estava bem”, “que não tinha short”, “que uma dor no pé”. Pronto! Lucy emprestou o seu micro short e ele teve que ir. É claro que a subida foi parecida com a dos outros, mas o shortinho ficou muito engraçado.. Estou aguardando autorização para postar a foto.

O encontro foi mesmo uma ótima idéia! A “invenção de arte” virou uma bela e divertida confraternização. Pudemos treinar sem abrir mão da companhia da família, que estava lá à beira da piscina, comendo churrasco e se divertindo com a gente.

Que bom que Mauro adora inventar arte!

ASCENSÃO E RAPEL



























Ascensão: Técnica de subida em corda feita por nós ou aparelhos auto-blocantes. É de extrema necessidade que você saiba dominar esta técnica, pois nas grandes conquistas e em casos de transposição de cabos, é muito importante fazer da maneira correta.








A Técnica Rapel

Palavra Francesa que significa trazer, recuperar, voltar. Técnica aplicada em descida vertical em corda por grupos de operações, esportistas e pessoas comuns do mundo inteiro. As técnicas podem ser aplicadas em várias situações e terrenos como: retorno de uma escalada, resgate, intervenções de forças especiais, cachoeiras, prédios, pontes e outros tipos de descidas.

A descida vertical em corda consiste em uma série de procedimentos e condutas. É preciso estar preparado psicologicamente e fisicamente, pois o rapel proporciona uma perda de energia potencial gravitacional por ser uma descida vertical em corda, na qual a pessoa desliza de forma controlada, vencendo obstáculos onde a ação da gravidade é superada e controlada pela técnica e pelo prazer.

O equipamento de segurança é o principal requisito para a pratica de uma atividade vertical. Deve estar sempre em boas condições, ser de boa marca, procedência e passar sempre por uma manutenção, que é simples.

No Rapel a adrenalina está na descida onde o praticante poderá faz manobras com a cadeirinha invertida, fazendo descidas com ou sem velocidade, mas com total segurança.



www.meuartigo.brasilescola.com.br



Atenção! Penélopes correndo!



























É verdade! Preciso arrumar mais tempo pra movimentar esse Blog!

No fim de semana passado nós, Penélopes, fizemos a Corrida Brasken Eco Run. A Monsanto, também patrocinadora do evento, nos presenteou com inscrições.

Os treinos têm sido leves, mas a coragem é forte! A cara de pau é maior ainda! Eu, Lucy e Gabi escolhemos o percurso de 10k e metemos as caras (de pau).

O Stand da Monsanto estava uma chiquêza só! Pulseira, segurança, café da manhã com frutas e pães, sanitários químicos exclusivos e massagistas à nossa disposição para a volta da corrida. Muito bacana!

Depois do alongamento, nos dirigimos ao pórtico de largada. As meninas preferiram ficar na terceira faixa e eu fui com as "Marias", apesar de achar que sempre posso mais do que realmente posso. Rs! Por mim, iríamos lá pro pelotão Quenia. Podem rir!

Engraçado! Sempre acho que vou ganhar alguma coisa! Nunca perdi a esperança de nada. É uma característica de criança que me acompanha de outras existências, provavelmente. Mesmo tendo a certeza de que não treinei o suficiente, acho que posso beliscar um pódium. Olha gente! Não sou muito normal não! Comecei a treinar corrida aos 35anos! Antes disso nem corria na esteira com medo de escorregar e pagar mico na Academia. Sou meio cara de pau mesmo!

Continuando...

Largamos num bolo tão grande que a nossa largada de verdade só aconteceu mais de um minuto depois. Saímos aquecendo bem de leve, fiz uns 500 metros com as meninas e me despedi. Rs! Saí pinotando pelo asfalto afora do jeito que gosto! Livre! Pedindo licença até que cheguei a um ponto em que tinha menos gente.

Corri! Corri! Corri! As meninas também! E fizeram uma ótima prova! O sol tava super forte, parecendo que era meio dia. O asfalto soltava um bafo quente de baixo pra cima que tava um horror!

Lucy está começando a conhecer o seu poder e a cada dia percebe que consegue mais! Nem sabia segurar o guidão da bicicleta. A cada dia encara provas maiores! Trabalha feito louca, mas tem tempo de fazer natação, de correr, pedalar, remar e ainda tomar café com as amigas solitárias.

Gabi está retomando a sua forma! Toda sem tempo de treinar, cheia de filho pendurado..rs! Quase da mesma idade (1 e 2 anos). Costumo dizer que são quase gêmeos! Além disso, está cheia de desafios profissionais que a deixa de cabelo em pé!

Eu!? Conto como comecei a fazer Corrida de Aventura em outra postagem porque senão não vou parar de escrever e ninguém vai agüentar ler tanta coisa.

Classificação oficial:

Lucy

Geral: 754

Sexo: 136

Categoria: 33

Gabi

Geral: 575

Sexo: 79

Categoria: 15

Luciana

Geral: 176

Sexo: 7

Categoria: 2

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Diário de Bordo do Feriado de Finados


Passageiros do vôo de sábado à noite: Tiago, Tila, Lucy e Luciana.
Viagem tranqüila. Crianças comportadas. Metade dos adultos dormiu da decolagem até o pouso. Não fui eu! RS! Descemos em Fortaleza às 22:30h. O hotel ficava a uma quadra da Av. Beira Mar, na Praia de Meireles, onde rola(do verbo rolar, please!) o movimento da feirinha da orla. A saída para comer alguma coisa já nos permitia ver como estava a cidade, mesmo tarde da noite. As barracas já fechavam, mas tinha muita gente na rua.
Pela manhã, depois de um treino de corrida e de blá, blá, blá de Penélope, alugamos um carro e fomos ao Beach Park. Eu guiava enquanto Lucy navegava no mapa, determinando o caminho a seguir. Estrada muito bonita, por sinal, cheia de dunas, rios, charcos, um céu azul forte, vegetação peculiar. As crianças animadas aproveitavam para curtir a paisagem.
O Beach Park fica ao lado de uma grande barraca de praia, num lugar cheio de coqueiros. O preço do ingresso é salgadinho! Ainda precisa pagar armário e colocar créditos num cartão de consumo para não ficar com dinheiro na mão lá dentro. No fim das contas fica bem prático! Você põe seus bagulhos no armário, pendura a chave no braço e o cartão com os créditos de consumo no pescoço e cai na água. Pura diversão! Uma gostosura! Água pra todo lado e muitas opções de brinquedos. Vale à pena!
As crianças foram dar uma volta enquanto eu e Lucy providenciamos guardar as coisas e um lugar pra fazermos um lanche. Depois da partilha do cachorro quente, combinamos o mesmo lugar para reencontro. Tila saiu afoita à procura do irmão. Todos ávidos por aproveitar o tempo.  
Eu e Lucy fomos dar uma volta naquelas bóias na piscina com correnteza. Tudo ficaria sem graça se Lucy não tivesse travado uma verdadeira batalha com a bóia. Uma situação completamente hilária! Ela tentava subir, a bóia virava e lhe dava um caldo. Eu não conseguia parar de rir! Minha bóia já tava seguindo na correnteza, tive que segurar numa pedra pra assistir à cena. E, só depois de 1354 tentativas e muita gargalhada, ela ganhou a batalha.
Hummm! Estranho que Tila não apareceu no lugar combinado! Resolvemos subir num brinquedo e voltar para esperar. Olha quem a gente encontra: Tiago, dizendo que não estava com Tila. Pensei: “Minha filhinha! Será que ela está brincando tanto que não se lembrou de voltar?” Preferi acreditar que sim, mas minha intuição dizia que não. Preferi descer no brinquedo antes de começar a procurar, já que tinha vencido uma fila enorme.
Resolvemos então nos separar para a busca. Fiquei parada no lugar marcado, Tiago foi para um lado e Lucy foi para o outro.  Fiquei ali por alguns minutos, ansiosa. Vem um rapaz em minha direção e pergunta se eu estava procurando uma menina morena que estava na portaria. Ô gente! Fui até lá tentando manter o equilíbrio. Que reencontro de alívio e dor! Ficamos paradas, abraçadas em silêncio por um tempo para aliviar a tensão até eu dar aquela bronca por não ter ficado no lugar que combinamos.   
Voltamos a brincar dessa vez sempre juntos!
A volta foi uma graça! As crianças acabadas cochilaram. E nós ficamos embananadas para voltar ao hotel. Engraçado que adoro navegar e tenho noção de (quase) tudo quando estou com o mapa na mão. Mas não decoro um caminho sequer, se não prestar bastante atenção! Lucy falava todos os nomes de rua, mas aquilo me dava um nó na cabeça! Tico e Teco estavam num desencontro doido! Depois de um tempinho, (ufa!) chegamos. E de lá saímos apenas para comer.
Acordamos bem cedinho para outra corridinha básica! Dessa vez 10km só pra não ficarmos enferrujadas! Pegamos a estrada para Canoa Quebrada. Só que sem pressa pra chegar até lá. Curtindo cada momento, cada paisagem. Paramos em Morro Branco. Lugar com uma paisagem peculiar, com um labirinto de falésias belíssimo! As crianças ficaram loucas com o carrinho de sorvete que apareceu no meio das dunas. E nós também!
Pôxa! Que passeio gostoso! Canoa Quebrada também é muito legal! Acho que pegaram a areia do Brasil todo e jogaram em Fortaleza. É duna pra todo lado! Tem horas em que parece que você está no deserto. Super bacana!
Bom! Depois de um dia passeando, voltamos pra Fortaleza e nos batemos de novo pra chegar até o Hotel. Mas dessa vez menos..rs! Depois compramos umas coisinhas na feirinha de artesanato e fomos tomar um delicioso café com bolo de banana para fechar a noite e a viagem!
Ótimo fim de semana!

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Trilha das Penélopes







Festa de Penélope










Ao longo dos meus 39 anos cultivei bons e queridos amigos. De infância, de adolescência, de faculdade, de trabalho, de vários trabalhos, os amigos dos amigos. A vida é “A CAMINHADA”! E enquanto a gente caminha os encontros vão rolando. Os amigos vão chegando. E quando você menos espera, ganha de presente um grande amigo novo.

Vamos então compartilhar a festa de aniversário da Penélope Luluzinha do Agreste.

Viajamos no sábado em comboio, de dois carros, para um fim de semana na roça. Se quiser, pode até chamar de Fazenda, mas não é não, é roça mesmo. Depois de muita enrolação, conseguimos pegar a estrada no começo da noite. Mauro e Gabi com as crianças. Eu, Lucy e as minhas sobrinhas queridas. A estrada de barro, que nos leva até lá, já é uma atração à parte. Você encontra mata-burro, porteira, boi, jegue e um verde indescritível. Os Deuses nos presentearam com uma lua sem precedentes, de uma claridade que nos permitia até enxergar sem faróis. No meio do caminho paramos os carros e ficamos em silêncio, de faróis apagados, vendo as estrelas e ouvindo barulho dos bichos.

Ao chegarmos na Fazenda, meus filhos lindos, Xuxu e meus pais nos esperavam. Meu pai dorme no mesmo horário das galinhas, ao anoitecer... não sei como agüentou ficar acordado até tão tarde. As crianças pequenas(Felipe e Lara) foram imediatamente acolhidas pelas maiores(Tiago, Tila, Shantal e Shaina). Já os adultos, que chegaram famintos, se esbaldaram com uma panela de aipim cozido com carne de sertão frita. Muito bom! E depois disso, teve vinho e muita conversa boa.

No domingo, acordamos cedo para a trilha de bike. Vale comentar que teve gente que nem dormiu... rs. Na cidade as pessoas não dormem por causa do barulho dos carros. Já na roça tem o barulho dos bichos. Parece que eles fazem uma reunião no meio da noite e combinam de rodar a Fazenda toda conversando. Daí, passam pelas janelas dos quartos e vão acordando todo mundo. E, quanto mais perto do amanhecer, pior. Acho que é por isso que meu pai acorda tão cedo.

Antes de sair teve um café da manhã maravilhoso! Muito gostoso mesmo! Com direito a cuscuz de tapioca e outro de carimã, café com leite da mamãe e muito mais.

A trilha de bike foi um passeio muito agradável! Xuxu foi o nosso guia, fotógrafo, mecânico e assistente para assuntos aleatórios. Aliás, se ele não fosse acho que estaríamos perdidas até hoje no meio do mato. Brincadeirinha! Eu saberia voltar! Mas muita coisa mudou por lá. Algumas trilhas foram destruídas pela chuva e a vegetação também mudou, embora continue tudo lindo!

Já saímos encontrando uma boiada que deixou as corajosas Penélopes- Eu, Lucy e Gabi- espremidas na cerca atrás das bicicletas. Descemos umas ladeiras bacanas, subimos outras bem longas, conversamos bastante. Gabi caiu e, sem se contentar em cair sozinha, aproveitou pra derrubar Lucy. Lucy se superou, descendo uma ladeira imensa e cheia de valas. Passamos na casa da vovó, que não estava. E assim foram os trinta quilômetros de trilha.

Na volta, a família toda já estava reunida, nos esperando. O caruru estava uma delícia! O amigo Mauroba pendurou umas bolas rosas naquela jaqueira de 100 anos. As crianças já estavam totalmente intimas dos bichos. O primo violeiro chegou pra colocar um som na festa. Cantei e desafinei tanto que nem eu agüentei e parei. Cantamos parabéns e ainda ficamos enrolando até de tardezinha pra ir embora. Cada um com sua sacolinha de coisas da roça. Fomos embora depois de um fim de semana maravilhoso!

Dancei, pulei, cantei, festejei. Não sei quando vou sentir o peso da idade. Só sei que sou muito feliz por ter cultivado bons amigos. E espero viver mais que o dobro pra ter mais encontros felizes.

sábado, 23 de outubro de 2010

CORRIDA DE ORIENTAÇÃO É O MAIOR BARATO!

A Corrida de Orientação é uma caça ao tesouro de gente grande. O atleta recebe o mapa na hora de largar e sai à procura dos prismas que estão sinalizados no mapa. Tem até umas fotos dos prismas numa postagem dessas por aí. O melhor da história é que é uma diversão barata e reune muitos participantes em diversas categorias.
Depois de fazer um treinamento de navegação na Corrida anterior, a Penélope Lucy, se embrenhou sozinha pelos matos na Corrida de Orientação do fim de semana passado. Já Fred, que tinha corrido sozinho na última, formou uma dupla comigo pra pegar um pouco de experiência em navegação, do pouco que tenho, rs.
Foi uma viagem bem bacana até Feira de Santana! Local de largada na beira do Rio Jacuípe, lugar muito bonito, dentro de uma Fazenda cheia de pastos, charcos, riachos, moitas, estradinhas e cercas pra gente pular.
Encontrar o prisma é uma grande emoção! Dá vontade de ir mais longe, dá vontade de avançar sempre mais. Amo muito tudo isso! E amo ainda mais ver a carinha de satisfação dos meus amigos, que estão aprendendo a navegar, encontrarem o prisma. Nossa! Eles ficam numa empolgação gratificante. Ainda mais quando ganham medalhas.
No final das contas, conseguimos até pegar pódium. Eu e Fred ficamos em terceiro na categoria Duplas e Lucy abocanhou um segundo lugar na categoria D21N.
E voltamos pra casa felizes da vida!

sábado, 16 de outubro de 2010

MEU ANJO DA GUARDA FAZ HORA EXTRA


   Depois de um reflexivo último lugar na quarta etapa do Campeonato Bahiano, saímos para pedalar numa linda manhã de sábado. Afinal, precisávamos treinar!
   Chega Mauro com o carro cheio de tralhas para um “treino técnico”. Bolas coloridas murchas, bolas cheias, baldinhos de praia, pedaços de madeira, etc. O cara viaja! O que será que ele pensou em fazer?? Como seria esse treino técnico?
   Nem precisa dizer que nos recusamos a participar daquela coisa doida e fomos pedalar na trilha, conforme combinado. Mesmo assim, a pessoa reflexiva, acabou nos levando pra uma trilha desconhecida, até dele mesmo. “Nada como ter amigos loucos!” No começo estava tudo lindo! Muito verde, mata fechada, subidas técnicas. Dali a pouco a gente começou a se embrenhar nos matos, a fazer silêncio pra não despertar as abelhas, a descer cada ladeirão retado!
   Enquanto Mauro parava pra desempenar a gancheira de Ítalo, eu e Gabi íamos tagarelando mais adiante. Acabamos perdendo a queda fantástica que Ítalo tomou. Soube que ficou dentro de um buraco embaixo da bicicleta e precisou de ajuda para sair de lá. Tudo isso faz parte do treino.
   Quando saímos da trilha encontramos uma estrada de barro. O detalhe é que ninguém sabia pra qual lado ir. Uni duni tê... votação... intuição... pra esquerda! Chegando perto de uma estrada de asfalto, paramos pra perguntar a um Senhor de nome Santinho. “Vixe! Cês tão perto da estrada pra Camaçari. A Ceasa é logo ali!” Pronto! Sr. Santinho deu todas as dicas para voltarmos pra casa.
   Dica para a vida: Se perca de vez em quando! Faz um bem danado!
   Perguntamos ao Sr. Santinho se ele fazia sempre aquele caminho. Ele disse que só ia naquele dia, no outro e no outro... Um homem de 58 anos, pedalando uma barra forte sem marchas, subia as ladeiras empurrando a bicicleta numa velocidade quase igual a nossa, pedalando. E nos acompanhou até mudarmos de rumo.
   Bastante reflexivo! Precisamos pedalar nesse dia, no outro e no outro. Isso é treinar! Igual ao Sr. Santinho.
   De volta ao velho e conhecido estradão de Abrantes. Animadamente, pegamos velocidade numa descida, embalando muito mesmo. Entramos na curva com tudo. Mauro logo a minha frente e um caminhão apareceu, vindo ao nosso encontro com tudo. Quero acreditar que o motorista não fez de propósito! Mas ele jogou o carro em nossa direção. Mauro conseguiu reduzir, eu tinha que parar de qualquer jeito, mas ia bater.
   Meu grande sonho de ciclista era, um dia, dar um cavalo de pau como os meninos da minha rua, lá em Catu, davam! Mas, nunca nem tentei por medo do quedão. A situação me forçou. Foi um 180° super radical! Fiquei com o pé direito clipado, freei, botei o outro pé no chão e irrrrrrrrrr... joguei a traseira e a poeira subiu! Ahhhhhhhh! Já parei no sentido de volta, dizendo “Vocês viram o que eu fiz?!”.
   Foi um êxtase de felicidade! Primeiro que nos salvamos de um acidente grave, depois que consegui dar um cavalo de pau. Ou será que foi o meu anjo da guarda quem deu?? Eu acho que ele dá hora extra aos sábados e plantões noturnos em provas de Corrida de Aventura.

NAVEGAR É PRECISO







segunda-feira, 11 de outubro de 2010

AS AVENTURAS DA LUCY PENÉOLPE DO AGRESTE

Decidi escrever logo meu release enquanto os arranhões e as marcas de cansanção estão bem vivas na memória.. e na pele!
A prova foi linda. De todas, a que eu mais curti até agora. Não tanto pelo pódio, porque isso a gente só sabe no final. Mas por cada etapa, cada superação, cada dificuldade que tivemos que resolver.
Igor e eu queríamos correr a prova de 100 km. Tentamos montar um quarteto, mas nossos convidados tinham compromissos de trabalho no feriado.
Conformada com a frustração atendi a um telefonema do Mauro, sexta à noite perguntando se eu topava correr a prova de 55km. Meu bom senso levou menos de um minuto para ser convencido por minha insanidade a correr a prova. Sem planejamento, sem apoio, sem nada pronto.
- OK. Eu topo! Vou ligar pro Igor. A insanidade dele também estava de plantão e ele topou sem perguntar como!
A ideia era compartilhar o apoio da turma da Makaíras 2, o que foi muito importante especialmente nos trechos mais difíceis de navegar, logo no início da prova.
No sábado, eu joguei tudo o que achei importante levar no carro e lá fomos nós. Peguei Igor em casa e saímos, rumo a Feira de Santana. Só pudemos sair as 18h porcausa dos nossos compromissos. Fizemos a inscrição na hora, na maior correria. Conhecemos a turma do nosso apoio compartilhado, arrumamos as coisas e entramos no clima. Enquanto a turma estudava os mapas, a gente engolia o jantar. Enquanto a turma curtia o show, a gente tentava entender o mapa!!!
Pontualmente, as 22h, começou a corrida. 5.2k de asfalto. Só pra aquecer! O jantar conversando conosco a corrida toda. Que delícia!!! Chegamos ao PC1. Nossa primeira dificuldade foi entender como sair da cidade. Nada fazia sentido. Como bons novatos, pedimos apoio... Nesse momento a navegação do Mateus (Makaíras 2) nos salvou. Sem ele a gente estaria procurando o PC2 até agora. Trechinho curto de bike, mas muito escuro. A trilha ficava bem escondida.
Tinha uma pequena descida de cascalho, no escuro, que passava por numa ponte sem proteção lateral. Meu primeiro grito:
- IGOR!!! Eu tenho medo de ladeira!!!!
Eu só via o que o farolete da bike mostrava, o que era nada! Igor foi. Eu também fui!! Nada de mais para quem pedala, mas para mim, foi a primeira superação. A coisa melhorou um pouco quando os carros de apoio começaram a chegar. A luz dos faróis me mostravam o caminho e aí eu vi onde tinha me metido!
Dali partimos para o PC3 para acompanhar a prova e esperar a galera que voltava do remo. Ficamos alí com os apoios e deu pra tirar um cochilo. Deu pra ver a Aventureiros chegando e até dei uma forcinha na transição. Aliás, Fred se saiu muito bem no apoio. Dedicado, concentrado. Preocupado em não deixar faltar nada. Entre um cochilo e outro, conversamos bastante.
Fred - ainda quero correr com você. Quero ver se vc é essa brabeza toda, mesmo!! A gente vai rasgar muito mato!!!
Lá pelas 4h da manhã, fomos direto para o PC11 junto com a Makaíras 2 de onde partiríamos as 5:15. Como ninguém aparecia, dormimos mais um pouco. Finalmente, chegam Paulinho e Marcia e autorizam a Re-largada: 5:50!!!
Vamos escalar aquele morro ali. Pensei: fichinha!!! Perto do morro do castelo, aquele parecia uma leve ondulação!! Beleza. A subida foi mole. Batemos o PC12 a 180m de altura e curtimos o belíssimo visual do lugar. A descida foi punk!!! Tinha que ir de rala-bunda mesmo, pra não se estabacar no precipício. Aí, minha gente, foi rasgar mato! Os pés de espinho nos abraçavam com tanto amor, que não queriam mais largar! Em uma das equipes tinha um pobre rapaz que resolveu fazer a prova de bermuda. Não preciso dizer que ele deu o sangue pela prova!
A Giramundo nos encontrou e rasgamos mato juntos até achar a trilha para o PC 13, que encontramos graças a um gentil nativo que com toda delicadeza nos mostrou o melhor caminho:
- Vocês é doido!! Quer ir por aí, vai, problema seu, mas tá errado. O caminho é por ali, por dentro da fazenda! Agradeci a gentileza, mas o moço me ignorou solenemente!!
Quando achamos a trilha principal, Igor e eu entramos de fato na competição. Começamos um trekking forte e rolou até uma corridinha. Abrimos uma boa distância com relação às outras duplas e à nossa frente, só havia a Giramundo. Passaram por nós a Gantois e a Raso da Cata também. E toma treking... anda... anda...
No PC 13 a diversão começou pra valer. Chegamos 9:15. O corte era 9:30. Conseguimos sair antes do primeiro corte. Animados, pegamos as bikes e saímos com sangue no olho. Vendo que não tínhamos mais ajuda na navegação, tivemos que nos virar sozinhos. Igor deu um show!!!
Cada PC batido aumentava nossa disposição. Estamos na briga!!! Era como competir com as equipes de ponta. Batemos todos os PCs entre os 4 primeiros. Toda hora eu via a Gantois, a Makaíras 1 e a Raso da Cata. Estávamos na cola da Giramundo. Batemos quase todos os PCs do trecho de bike junto com eles. O capitão da Giramundo me deu parabéns! Disse que eu estava indo muito bem! Aí mesmo que pedalei. Subi e desci todas as ladeiras daí em diante! Eu estava me achando o máximo!
Turma, vocês tinham que ver Igor navegando e pedalando! Dava gosto! Além de bom na bike, ele é muito inteligente. Tem intuição e pensa rápido. Escolhemos navegar pelo caminho mais longo, porém, mais pedalável. Com isso, pude aumentar minha velocidade. Foi o que nos ajudou a bater todos os PCs rapidamente, enquanto outras equipes se atrasavam em trilhas estreitas e ladeiras de cascalho! Quem precisa de ladeiras de cascalho?
Felizes e motivados chegamos na zona de transição. PC 19. Era para encontrar o apoio, reabastecer água e comida, pegar os coletes e seguir de trilha até o remo
... Apoio.... Onde estará o nosso apoio?.....
Complicou!! Como o carro estava apoiando outras duas duplas, acabaram se desencontrando da gente. Com pouca comida, a água acabando e sem coletes, aquele poderia ter sido o fim da prova para a Aventureiros 2.
Mas eu não me conformei. Igor, chegamos até aqui. Vamos chegar até o final. Não vou desistir agora! Paulinho, precisamos de coletes, nos ajude!!! Paulinho ficou comovido. Viu que a gente não ia desistir mesmo e se ofereceu para levar nossas bikes para a outra transição.
Paulinho nos orientou a fazer o trekking até a beira do rio, esperar a lancha da organização e ver se conseguia coletes com eles.
Lá encontamos a Aventureiros 1 atravessando. Pedi ao Mauro pra avisar lá no outro trecho e mandar a lancha nos dar apoio. Comemos o que nos restava e lá ficamos, dependendo da sorte... Ao nosso lado, dois integrantes da Calangos se preparavam para atravessar. Um deles com cãimbras até na sobrancelha, não conseguia nadar. Entrava no rio. Saía do rio.. nada. E a gente ali. Quietinhos, rezando pra chover colete!
Meu anjo da guarda, (pra quem não conhece, é menina e se chama Luiza) ouviu minhas preces. A gentil dupla nos ofereceu os coletes. Estavam abandonando a prova. É claro que não desejei que eles abandonassem. Mas os coletes foram muito bem vindos! Agradecemos e nos jogamos! Amarrei meu tênis cuidadosamente na mochila e lá fui eu. Nunca tinha feito travessia antes! Foi uma delícia. Nadamos uns 700m e quase no final da percebi que não sei dar nó!!! Cadê meu tênis!!!!! f¨&*%!
Fiz um rápido cálculo de probabilidades e concluí que era mais fácil chover tênis que eu encontrar o meu naquele rio. Vamos em frente Igor!Vou descalça mesmo!
Chegando na margem calcei os dois pares de meia que restaram e seguimos por uns 3 km pelo mato. Tava até gostoso. Brinquei com Igor: Não tô sentindo nada! Não tô sentindo meus dedinhos, meus pezinhos.... Ai KCT, o chão tá quente. Tem espinhos. Não dá pra correr!!!
Daí eu tirei a lição número 1: Quando você achar que está cheio de problemas, abrace-se a um cansanção! É milagroso! Tudo o mais se torna relativo após um breve contato com essa adorável espécie nativa! Igor só escutou meu grito: P%¨& que P%$¨&*&!!! P##$$$. M@!#$!
O que foi, Lucy? Respondi quase chorando: Cansanção! Mas tudo bem, vamos embora que agora é que não estou sentindo nada mesmo! Esqueci a fome, os pés molhados queimando na trilha, a sede... Só sentia o banho de pimenta nas pernas!
Saindo da trilha encontramos um bar e resolvi pedir apoio:
- Moça, é o seguinte: não temos dinheiro, não temos água, eu perdi meu tênis e ainda temos uma prova para terminar.
Os meninos da casa encheram nossos skeezes com água quente da bica e nós pagamos com o que restava de amendoins!! Na realidade, o amendoim estava dentro de um dos skeezes pra não molhar. Acabamos dividindo com eles pra liberar o skeeze. Isso tudo no maior bom humor!! Eles se admiraram de como alguém poderia estar tão feliz numa situação dessas! A turma do bar nos ofereceu um mocotó que estava até bonito. Mas achamos melhor não abusar da hospitalidade...
Seguimos para os remos. Lá estava o barquinho que a ´Olhando´ emprestou pra nossa equipe. Lá estavam nossos remos, gentilmente alugados pelo Reizinho. Estávamos muito felizes! Tudo o que a gente queria era remar!
Igor nunca tinha feito leme na vida! Dei a ele algumas dicas teóricas e ele foi se ajustando. Aprendeu ´natora´! Parece que nasceu pra fazer leme. Remamos por quase quarenta minutos e eu perguntei se faltava muito. Igor disse que faltava um pouquinho. Pedi pra ver o mapa.....
-CARACA!!! A gente vai remar isso tudo!!! - Disse eu apontando para o primeiro PC que vi, que era o 3.
- Não, Lucy
- Ah, bom!
- A gente vai remar até aquele alí ó. O PC 21, lá em cima!!!
- P$%%¨¨¨##@@!!!!
Oito quilômetros de remo. Quase duas horas da tarde. Céu azul. Sol castigando!!!
- Tá ótimo!!! É pra remar, né? Então, tá! Você ´lema´ que eu remo!!!
Decidimos quebrar os 8km de remo em referências e celebramos cada pequena chegada. Agora, é até aquela curva. Agora, até a península, até aquela pedra, etc. Vamos remar até aquela casa bonita ali na frente. Lá deve ter uma feijoada nos esperando....
O visual do remo foi um show à parte. Eu vi um carcará, tinha gaivotas e Igor viu um tatu enorme. Foi lindo.
Igor, tô com fome! Dividimos as últimas balas de mel e isso foi suficiente para me reanimar. Rema, Rema, Rema...
Igor ficou quieto. Um bom tempo. Não ouvíamos nada. Só o barulho dos remos. De vez em quando passava um barco, um jetski, um boi mugia. Nada de equipes. Nenhum caiaque sequer! Estamos sós no mundo. Todos nos esqueceram..
De repente, Igor fala baixinho... Estou vendo uma estrada... ela é alta.... é a ponte. A PONTE!!!! A PONTE!!!!
A gente começou a gritar feito náufragos quando avistam a praia. Que alegria!! Quase duas horas remando com o sol quente na moleira, água de beber mais quente ainda e praticamente sem comida!! Foi lindo!
Cadê o PC 21? Onde estará o apoio? O que foi feito das nossas bikes?
????????????
OK. Entendido. Escapamos do primeiro corte, mas tivemos que engolir o segundo!! Mais dois quilômetros de remo até a chegada...
Chegamos, estacionamos o caiaque e corremos pro abraço. Marcinha nos recpcionou, deu os parabéns e trouxe os troféus. Parabéns, vcs ficaram em segundo lugar!!!!Igor e eu nos abraçamos e comemoramos muito!!!
Mas então, curiosa como sou, quis saber pra quem tínhamos perdido. Marcinha começou a explicar sobre os cortes, como funciona, etc, etc....
- Péra aí!!! Um momento!!! Vocês NÂO tomaram o primeiro corte!!! Devolve aqui esses troféus... Ela foi lá, conferiu suas anotações e voltou.
- Desculpa, gente! Vocês ganharam! O primeiro lugar é de vocês!! E é bem merecido! Podem se abraçar de novo!!
Aí comemoramos muito de novo!!! Inesquecível!
Bom gente, essa foi a nossa prova.
O que todo mundo também já sabe é que Igor e eu corremos duas provas de aventura em paralelo. Quando desencontramos do apoio, ficamos sem dinheiro, sem chave do carro, sem celular e sem roupa pra trocar. Paulinho, Marcinha, a turma dos gêmeos e Arnaldo, nos ajudaram como puderam. Até o dono do bar do PC da chegada deu uma forcinha.
A nossa volta para casa merecia um release à parte. No final, tudo se resolveu bem e chegamos em casa sãos e salvos.
Eu sempre aprendo muito nessas corridas de aventura.
Aprendi que tudo, tudo tem solução. Aprendi que mantendo o bom humor, a cabeça fria e vontade de se divertir acima de tudo, a gente consegue superar qualquer obstáculo!
Aventureiros do Agreste: Desistir - nunca. Divertir-se sempre!
Igor, foi muito bom correr com você. Nos entrosamos muito bem e vc é um navegador nato e um remador nato também! Você 'lema' como ninguém!!!
Adorei e já quero saber quando é a próxima!!
Bom feriado para todos!

Lucy.