Pular para o conteúdo principal

Italia- Parte 5- Veneza

   De volta à Florença, devolvemos as bicicletas e ficamos sentados numa pracinha, à espera do melhor momento de chegar ao Hotel.
   Após mais uma noite, lá estávamos nós, na estação de trem, seguindo para Veneza.
   Sempre impressionada com tanta grandiosidade e beleza do Velho Mundo, Veneza superou ainda mais. Você sai da estação de cara com canais, pontes e edificações belíssimas. Veneza fervilhava, tanto de calor quanto de turistas. Tinha gente pra não acabar nunca mais! Acho que tinha até extraterrestres em Veneza.  Parecia carnaval na Bahia.



   Nos hospedamos pelo Airbnb no bairro Cannaregio, perto de tudo. Paleteiros que somos, as caminhadas foram constantes. Conhecemos todos os lugares à pé. Foram 3 noites explorando Veneza, entrando em todas as igrejas possíveis e imaginárias, dos pontos turísticos manjados aos museus inusitados, escondidos nas ruelas da cidade.





   De tudo o que vi, a vista da Praça San Marco mais impressionou. Do outro lado do canal está a Igreja San Giorgio Maggiore, que me hipnotizou de tal maneira, que não sosseguei enquanto não fui lá. Deu vontade de pular na água. Navios de cruzeiros chegavam pelo canal, fechando completamente aquela vista linda, cheios de pessoas em cima, parecendo um formigueiro. E eu pensava naquele mundo de gente que ia descer em Veneza, pra lotar ainda mais a cidade.
   Decidimos pegar o vaporeto, que é igualzinho a um ônibus. Detalhe é que compramos o ingresso errado (mais barato), entramos no vaporeto e rodamos Veneza inteirinha sem saber que não descia na Igreja. Depois compramos outro, atravessamos e ficamos lá, curtindo a vista para a Praça San Marco, sentindo um alívio danado por não fazermos parte daquele carnaval de gente pra lá e pra cá.





   Outra coisa bacana que fizemos foi ir até o bairro Santa Elena, perto da Marina. As praças e jardins são mais vazias, as ruas mais tranquilas, as roupas ficam penduradas na rua, como bandeirolas coloridas. Na verdade, as roupas penduradas você encontra pra todo lado, atravessando de um lado ao outro das ruas.
   Da comida, aproveitamos o mercado da esquina e compramos comida para café e jantar dos três dias. Uma economia que nos permitiu também comer fora de casa, tomar muito sorvete e tornar nossos custos mais suaves. O detalhe é que o meu mestre cuca compra ingredientes do lugar e faz receitas do lugar. Então as massas italianas frequentaram nossas mesas durante toda a viagem. Sem contar que é uma delícia a sensação de "morar".


   Uma pena que a viagem estava acabando...
   Pegamos o trem para Roma, dormindo lá por uma noite, pra sair bem cedo pro aeroporto. Vale comentar que do lado da estação de trem sai ônibus, que custa 6 euros até o aeroporto. Fizemos aquela economia!!
   E como ainda teríamos 12 horas em Paris, compramos ingressos para o Atelier Lumier de Van Gogh, podendo desfrutar mais um pouco dos ares europeus. Sem contar que tivemos a "sorte" de chegar num dia em que o nível de poluição na cidade estava alto e, por conta disso, o ingresso do metrô é único para o dia inteiro. Pense na coisa maravilhosa!!


   Enfim, foram 14 dias de viagem, sendo turistas e aventureiros, pelas cidades da europa. Uma delícia de viagem, que recomendamos demais àqueles que têm disposição.
   Beijos e até a próxima!


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Itália- Parte 4- San Giminignano

   Essa parte da viagem foi uma experiência bem interessante! Desprendidos de grande parte da bagagem, com uma pequena mochila nas costas, pegamos a estrada com bicicletas alugadas em Florença.  Na bagagem, duas mudas de roupas, produtos de higiene pessoal, papeis do seguro de viagem e passaportes. Sem internet, "printamos" telas dos mapas pra termos ideia do percurso, que já estava quase decorado na cabeça.    Atravessamos a Ponte Vecchio, em direção à Porta Romana para o sul (ou seria sudoeste?) da Toscana. A Porta Romana é uma porta enorme mesmo, por onde passam carros, gente e bicicleta. Tudo ali era murado, antes.    Evitando as vias mais movimentadas, seguimos por Certoza em direção à Tavarnuzze. Num cruzamento, com dúvidas, sentimos dificuldade pra pegar informação com alguém. No interior, é mais complicado encontrar alguém que fale inglês, além disso, o italiano é mais difícil de entender. Por dedução, intuição ou sei lá o quê, escolhemos a estrada da esque

NP7- 100km

            A gente tem se encontrado tão pouco. Cada um com suas demandas de estudo, trabalho, família, casa, papagaio, periquito. Sem tempo nem pra treinar junto... muitas vezes, nem mesmo separados. Mas nada como uma Corrida de Aventura pra promover reencontros felizes! Por isso, marcamos uma farra no mato pra matar a saudade. Uma noite de muitas risadas, muito suor, muitos peidos (não fui eu, eu juro!). Uma Noite do Perrengue para dar aquela terapeutizada no ser humano.             Quarteto: Scavuzzi, eu, Vitor e Mauro.    Com largada prevista para 16h, o cronograma já incluía a metade da manhã. Como sou meio agoniada, saímos de casa pouco depois das 9h pra ter tempo pra tudo.    Já na Reserva Imbassaí, passava das 11h da manhã, quando Scavuzzi mandou uma mensagem dizendo assim:    - Deu m... Perdemos a roda de Mauro.    Aí a pessoa quer acabar com qualquer tipo relacionamento! 😱 Isso enfraquece a amizade, gente! Ligo pra saber os detalhes... Esqueceram a roda da